PR2 Flashcards
(Amebíase)
Cite 3 características para da forma evolutiva do parasito
- trofozoíta: núcleo com cariossoma central e cromatina periférica delgada, presença de pseudópodes, forma irregular e hemácias fagocitadas
- cisto: 1-4 núcleos com cariossoma central e cromatina periférica delgada, corpos cromatóides em formato de bastão/charuto, formato arredondado
(Amebíase)
Com relação a patogenia: Cite 3 fatores ligados ao hospedeiro e 3 ligados ao parasito
- hospedeiro: eficiência da resposta imune, microbiota residente, comorbidade, idade
- parasita: cepa, adesão e destruição tecidual
(Amebíase)
Como é feito o diagnóstico?
- Exame parasitológico: esfregaço e coloração de tricômio (fezes diarreicas para detecção de trofozoítas) Paratest (para cistos)
- Imunodiagnóstico: ELISA
(Amebíase)
Como é o ciclo biológico do parasita?
Ingestão de cisto maduros ➝ desencistamento ocorre no ID ➝ de cada cisto tetranucleado formam-se 8 amebas com núcleo único ➝ se alimentam e crescem no lúmen intestinal ➝ viram trofozoítas ➝ alguns trofozoítas que estão no bolo fecal diminuem de tamanho e viram forma pré-cística ➝ núcleo se divide 2 vezes ➝ cisto maduro tetranucleado
(Amebíase)
Explique a patogenia da doença
E. histolytica se adere à célula do epitélio intestinal (principalmente pela lectina) ➝ há ativação dos fatores de virulência da ameba (como protease e amebaporo) que estão envolvido na destruição de enterócitos ➝ há liberação de citocinas pró-inflamatórias e substancias que fazem quimiotaxia ➝ influxo de macrófagos e neutrófilos que produzem ROS ➝ dano as células epiteliais intestinais ➝ morte por necrose
(Amebíase)
Formas de prevenção e controle da doença
- Medidas especificas: inquéritos comunitários, diagnostico e tratamento, vigilância e controle de situações propicias a disseminação
- Medidas inespecíficas: filtração e ebulição de água, coleta e tratamento de esgoto, educação em saúde e segurança alimentar
(Amebíase)
Quais as formas evolutivas do parasito?
- trofozoitas
- cistos
(Amebíase)
Quais exames complementares podem auxiliar no diagnóstico e/ou localização/tamanho/ numero de abcessos?
- Radiografia de Tórax
- TC
- RNM
- USG
(Amebíase)
Quais os fatores epidemiológicos que predispõem ao maior risco de infecção e doença?
- prevalência: baixo nível sócio-econômico, aglomerações, instituições (principalmente pacientes com psicopatias)
- gravidade: crianças e neonatos, gravides e pós-parto, desnutrição, pacientes em uso de corticoesteróides
(Amebíase)
Quais são as manifestações clínicas? Explique-as
- colite não disentérica: erosão do epitélio com pequenas úlceras, diarreia intermitente, fezes moles/pastosas (às vezes com muco e sangue), desconforto abdominal
- colite disentérica: úlceras maiores, alta carga parasitária, destruição passiva tecidual, fezes mucossanguinolentas, cólica intestinal, febre moderada
- megacólon tóxico: alta carga parasitária, perfuração intestinal, espessamento do cólon, alta mortalidade
(Amebíase)
Quais são as vias de transmissão?
- ingestão de alimentos/ água contaminados por fezes contendo o cisto maduro de E. histolytica
- via sexual: sexo anal seguido por sexo oral, ou contato oral-anal direto
(Amebíase)
Qual é o destino final do parasita?
Intestino grosso
(Amebíase)
Qual o agente etiológico?
- Entamoeba histolytica
(Criptosporidiose - coccidiose intestinal)
Qual o agente etiológico?
Cryptosporidium parvum e Cryptosporidium hominis
(Criptosporidiose - coccidiose intestinal)
- Explique o ciclo biológico
Ingestão do oocisto maduro (contém 4 esporozoítas) ➝ desencistamento ocorre no trato gastrointestinal ➝ 4 esporozoítas liberados invadem as células epiteliais intestinais ➝ dentro das células eles encontram o ambiente adequado para se multiplicar ➝ multiplicação assexuada e multiplicação sexuada ➝ a multiplicação sexuada produz microgametas (machos), que fertilizam os macrogametas (fêmeas) ➝ após essa fertilização, o oocisto se desenvolve e esporula no hospedeiro ➝ o zigoto produz oocisto de parede fina (serve para autoinfecção interna do hospedeiro) e oocisto de parede espessa (é eliminado com as fezes)
(Criptosporidiose - coccidiose intestinal)
Classifique o protozoário e diga o órgão alvo
Protozoário intracelular extracitoplasmático - Intestino delgado
(Criptosporidiose - coccidiose intestinal)
Como ocorre a transmissão? Quais os meios de transmissão?
- ingestão ou inalação de oocistos esporulados
Heteroinfecção: surtos populacionais, contato direto mãos sujas, espaços públicos como piscinas, contato sexual anal-oral
Autoinfecção: oocistos maduros eliminados pela pessoa infectada são ingeridos por ela mesma (comum em crianças pequenas e pacientes com psicopatias)
(Criptosporidiose - coccidiose intestinal)
É altamente infecciosa. Verdadeiro ou falso? Justifique
Verdadeiro, a ingestão de 10 cistos já é suficiente para uma infecção
(Criptosporidiose - coccidiose intestinal)
Em imunocompetentes como se dá a resposta imunológica?
- A primeira resposta é iniciada pelo próprio enterócito, que agem como sentinelas da mucosa e possuem mecanismos de defesa contra o patógeno (indução de apoptose, produção de citocinas e antimicrobianos)
- As citocinas iniciam o processo inflamatório e o recrutamento de monócitos
- A inflamação e a ação do patógeno vão levar a danos teciduais no epitélio intestinal
(Criptosporidiose - coccidiose intestinal)
Em imunodeficientes (como pacientes portadores de HIV, crianças e idosos) qual a complicação que a infecção pode causar? Qual a consequência?
Síndrome de má absorção mediada pelo sistema imune. A apoptose induzida, assim como a inflamação e as toxinas levam à atrofia das vilosidades, o que prejudica a absorção de nutrientes
➝ Consequência: diarreia crônica por meses, desequilíbrio eletrolítico e mortalidade elevada
(Criptosporidiose - coccidiose intestinal)
Em indivíduos imunocompetentes, quais os sinais e sintomas?
- Diarreia aquosa (1-30 dias de duração)
- dor abdominal
- anorexia
- febre
- náusea
- vomito
- cefaleia
(Criptosporidiose - coccidiose intestinal)
Quais as medidas de prevenção e controle?
- Saneamento básico
- higienização de alimentos
- bons hábitos de higiene;
- proteção e filtragem das fontes de água
- vigilância e monitoramento do abastecimento de água potável
(Criptosporidiose - coccidiose intestinal)
Qual é a forma infectante e quais as suas características?
- oocisto: esférico, contém em seu interior 4 esporozoítas (parede cística pode ser espessa ou delgada)
(Criptosporidiose - coccidiose intestinal)
Qual o diagnóstico laboratorial?
Pesquisa de oocistos nas fezes
- esfregaço das fezes com coloração safranina-azul de metileno ou Ziehl-Nielsen
(Doença de Chagas)
Cite 1 característica para cada uma das especies de vetores
- Rhodnius: tubérculo antenífero na ponta da região anteocular
- Triatoma: tubérculo anteníferos sai do meio da região anteocular
- Panstrongylus: tubérculo antenífero colado aos olhos compostos
(Doença de Chagas)
Cite 3 características para cada forma evolutiva
- tripomastigota: cinetoplasto posterior ao núcleo, membrana ondulante que recobre o corpo todo, flagelo anterior
- epimastigota: cinetoplasto anterior ao núcleo, membrana ondulante recobre 1/3 do corpo, forma alongada
- amastigota: forma intracelular arredondada com cinetoplasto e núcleo, flagelo curto e inaparente
(Doença de Chagas)
Como ocorre o ciclo do parasita (via oral)
ingestão de alimento contaminado com tripomastigota metacíclica ➝ adesão às células intestinais ➝ viram amastigotas ➝ divisão binária até a célula se romper ➝ forma tripomastigota sanguícola é liberada na corrente sanguínea ➝ infecção de novas células intestinais e órgãos alvos (coração, esôfago e cólon)
(Doença de Chagas)
Como se faz o diagnostico da doença?
- gota espessa corada com Giemsa
- esfregaço
- pesquisa a fresco de triponossomatídeos
- Sorológico (ELISA, Hemaglutinação)
- não sorológico (PCR, hemocultura e xenodiagnóstico)
(Doença de Chagas)
Quais são as fases da Doença de Chagas?
- Fase aguda
- Fase crônica
(Doença de Chagas)
Quais são as formas evolutivas?
- Epimastigota (no inseto)
- Tripomastigota (sanguícola e metacíclica)
- Amastigota
(Doença de Chagas)
Quais são as medidas preventivas e de controle da doença?
- diagnóstico e tratamento dos casos
- em áreas endêmicas: aplicação periódica de inseticida
- controle dos bancos de sangue
- boa pratica na manipulação de alimentos
- vigilância sanitária da cadeia de produção de alimentos
- instalar fonte de iluminação longe de equipamentos de processamento
- pasteurização de açaí
(Doença de Chagas)
Quais são as patologias atribuídas à Doença de Chagas?
- Cardiopatia chagásica: dilatação das cavidades cardíacas ➝ hipertrofia do ventrículo esquerdo ➝ forma aneurisma de ponta ➝ destruição de fibras cardíacas e plexos de inervação ➝ alterações no ritmo e contração do coração
(Doença de Chagas)
Quais são as principais características de cada fase da doença?
Fase aguda
- aparente: febre, edema, alterações cardíacas (alta parasitemia)
- inaparente: geralmente silenciosa (alterações hepáticas e cardíacas)
Fase crônica - baixa parasitemia
- indeterminada: anos sem sinais e sintomas
- digestiva: acometimento do sistema digestório, megacólon e megaesôfago
- cardiopatia: acometimento do coração, dano progressivo ao miocárdio
(Doença de Chagas)
Quais são as vias de transmissão da doença?
- Vira oral: por ingestão da forma tripomastigota metacíclica
- via vetorial: inseto pica a pessoa e defeca ao mesmo tempo, forma tripomastigota adentra pela ferida da picada
(Doença de Chagas)
Qual o agente etiológico?
Trypanosoma cruzi
(Doença de Chagas)
Qual o melhor exame de diagnostico dentro de cada fase da doença?
Fase aguda
- exames diretos devido a alta parasitemia: gota espessa com coloração Giemsa, pesquisa a fresco do parasita, esfregaço
Fase crônica
- exames indiretos pela baixa carga parasitaria: ELISA, PCR, Hemaglutinação, xenodiagnóstico
(Doença de Chagas)
Qual o vetor envolvido?
Triatomíneos (Rhodnius, Triatoma e Panstrongylus)
(Pediculose)
Morfologia
cabeça, tórax e abdome
➝ 3 pares de pata (último segmento em formato de pinça)
➝ antena
➝ aparelho bucal picador sugador
(Escabiose)
Agente etiológico
ácaro: Sarcoptes scabiei
(Escabiose)
Características morfológicas
- corpo dividido em cefalotórax e abdome
- corpo globoso
- 2 pares de para na região anterior
- 2 pares na região posterior
(Escabiose)
Ciclo biológico
Fêmea (grávida) começa a cavar túneis na epiderme ➝ enquanto ela vai cavando, vai defecando e eliminando os ovos ➝ os ovos eclodem, liberando as ninfas ➝ as ninfas se desenvolvem até formar o adulto ➝ essas formam túneis
- o macho tem pouco tempo de vida, e fica na superfície
(Escabiose)
Diagnóstico
- Método da fita gomada
- raspado de pele
- ELISA
(Escabiose)
Manifestação clínica
- prurido intenso (principalmente a noite)
➝ pode levar a infecções bacterianas secundárias - presença de trajetos escuro na pele
(Escabiose)
O que são as áreas pretas que podemos observar na pele ?
Dejetos dos ácaros
(Escabiose)
Sarna Crostosa
- manifestação clinica
➝ imunodeprimidos vão formar crostas cheias de ácaros (por causa da ineficácia da resposta imune)
➝ essas crostas podem formar sepse secundária
(Escabiose)
Transmissão
Contato direto
➝ contato íntimo mais prolongado
➝ lençóis, toalhas, roupas
(Escabiose)
Tratamento
- Ivermectina
- Loções anti-ácaro
(Giardíase)
90% dos indivíduos permanecem assintomáticos e 10% sintomático. Falso ou verdadeiro?
Verdadeiro
(Giardíase)
Descreva o ciclo de vida do parasito
ingestão do cisto (por alimentos e água contaminados) ➝ no Intestino delgado o cisto vira trofozoíta ➝ trofozoítas se multiplicam ➝ ao chegar no intestino grosso, os trofozoítas voltam para a sua forma de cisto ➝ cistos são eliminados pelas fezes do hospedeiro
(Giardíase)
Diagnóstico
- Parasitológicos: Paratest, Método de Faust, Método de Ritchie
- Laboratorial (imunodiagnóstico): ELISA, Imunocromatogragia
- Radiológico
(Giardíase)
Fatores determinantes do hospedeiro que facilitam o parasitismo
- idade
- imunocompetência
- comorbidades
- suscetibilidade
- densidade populacional
- hábitos e modos de vida
(Giardíase)
Fatores do ambiente que interferem na existência e manutenção da giardíase
- temperatura
- falta de saneamento básico
- áreas rurais
(Giardíase)
Fatores do hospedeiro que interferem na existência e manutenção da giardíase
- imunocompetência
- idade
- microbiota residente
- comorbidades
(Giardíase)
Fatores do parasito que interferem na existência e manutenção da giardíase
- virulência
- resistência
- quantidade
- dispersão
- troca de forma morfológica
(Giardíase)
Fatores que favorecem o parasitismo em crianças
- sistema imune menos eficiente
- pouca atenção à hábitos higiênicos
- crianças pequenas levam tudo à boca
(Giardíase)
Impacto da doença em crianças e adultos
- crianças: físicas (peso e altura), cognitivas (aprendizado, memória, atenção)
- adultos: perda de peso, anorexia, desnutrição por má absorção, lassidão e cansaço
(Giardíase)
O que a presença do parasito provoca no organismo?
- danos às microvilosidades intestinais
- diminuição das criptas intestinais
- alteração da diversidade da microbiota intestinal
- diminuição da atividade de enzimas absortivas
(Giardíase)
O que é a giardíase? Qual seu agente etiológico e qual o órgão alvo?
- Giardíase é uma zoonose causada pelo protozoário giardia duodenalis/intestinalis. O órgão alvo é principalmente o duodeno
➝ pode atingir inicio do Jejuno, ductos biliares e vesícula biliar
(Giardíase)
O que é a giardíase? Qual seu agente etiológico e qual o órgão alvo?
- Giardíase é uma zoonose causada pelo protozoário giardia duodenalis/intestinalis. O órgão alvo é principalmente o duodeno
➝ pode atingir inicio do Jejuno, ductos biliares e vesícula biliar
(Giardíase)
Por quanto tempo os cistos sobrevivem no ambiente externo?
- em águe ele sobrevive aproximadamente 2 meses
(Giardíase)
Prevalência da doença em países desenvolvidos e em desenvolvimento
- em desenvolvimento: 20-30%
- desenvolvidos: 2-5%
(Giardíase)
Profilaxia
- higienização de alimentos
- consumo de água tratada/potável
- lavar as mãos antes de manusear alimentos
- evitar banho em rios/lagos de água poluída
- atenção à higiene em locais de aglomeração
(Giardíase)
Quais as formas de transmissão?
- transmissão fecal-oral
- ingestão de alimento/ água contaminada
- sexo anal/oral
- aglomerações populacionais
(Giardíase)
Quais as formas morfológicas da giárdia?
Descreva cada uma delas.
Trofozoíta: simetria bilateral, formato piriforme, organelas duplicadas, 4 pares de flagelos, presença de disco suctorial na face ventral, corpos medianos em formato de vírgula
Cisto: assimétrico, não tem flagelo, 2-4 núcleos, axonemas, fragmentos de discos e parede cística
(Giardíase)
Quais os fatores associados à falha de tratamento?
- sistema imune: não competente ou imunossupressão
- subdose ou medicamento errado
- resistência do protozoário ou reinfecção
- microbiota do hospedeiro: disbiose, microbiota metabolizando o medicamento
(Giardíase)
Quais os genótipos que parasitam humanos?
- A e B
(Giardíase)
Quais são as síndromes causadas pelas formas sintomáticas?
- síndrome de má absorção
- síndrome diarreica
(Giardíase)
Quais são os fatores de virulência?
- adesão (disco suctorial e lectinas)
- mobilidade flagelar
- mudança de forma morfológica
- variabilidade genética
- arginina deaminase (impede a síntese de óxido nítrico)
(Giardíase)
Quais são os impactos econômicos da doença?
- pessoa doente fica afastada do trabalho (➝ perda de renda)
- gasto com remédio
- prejuízo na pecuária
(Giardíase)
Qual o tipo de reprodução da giárdia?
- reprodução assexuada (replicação binária)
(Giardíase)
Sintomas da doença
- diarreia pastosa ou líquida
- esteatorreia
- fezes com muco (sem sangue)
- flatulência
- náusea
- vômito
- febre (raro)
(Giardíase)
Tratamento da giardíase
- metronidazol
- Anita
(Isosporíase - coccidiose intestinal)
O isospora belli pertence ao filo apicomplexa. Qual estrutura o faz se encaixar nesse filo e qual a sua importância?
O complexo apical, que é um conjunto de organelas associadas à fixação e penetração nas células intestinais do hospedeiro
(Isosporíase - coccidiose intestinal)
Descreva o oocisto
elíptico, 1-2 esporocistos no interior
(Isosporíase - coccidiose intestinal)
Como é a infecção em indivíduos imunodeficientes e quais os sinais e sintomas?
- tendência à cronicidade, quadro diarreico intenso, desidratação e emagrecimento
- lise das células intestinais ➝ processo inflamatório ➝ diminuição da absorção
- sintomas: cólicas, febre, náusea e diarreia
(Isosporíase - coccidiose intestinal)
Como é a infecção em indivíduos imunocompetentes e quais os sinais e sintomas?
- infecção autolimitada e de curso benigno
- lise das células intestinais ➝ processo inflamatório ➝ diminuição da absorção
- sintomas: cólicas, febre, náusea e diarreia
(Isosporíase - coccidiose intestinal)
Como é feito o diagnóstico laboratorial?
Pesquisa de oocistos nas fezes
- Esfregaço das fezes com coloração safranina-azul de metileno
- Método de Faust e Paratest
(Isosporíase - coccidiose intestinal)
Quais são os tipos de reprodução desse protozoário? Explique cada um
Assexuado: Esporozoíta invade enterócitos ➝ divisão celular e crescimento do citoplasma ➝ no fim do crescimento, o núcleo começa a se dividir formando o esquizonte (forma multinucleada) ➝ o citoplasma então irá se dividir para dar origem à células filhas (os merozoítas) ➝ a partir de cada merozoíta o ciclo assexuado pode se repetir OU ir para o ciclo sexuado
sexuado: os merozoítas se diferenciam em microgametas (machos) e macrogametas (fêmeas) ➝ os microgametas fecundam os macrogametas ➝ forma-se o zigoto, que logo se encista ➝ oocisto/ esporoblasto
(Isosporíase - coccidiose intestinal)
Qual o órgão alvo?
Intestino delgado
(Isosporíase - coccidiose intestinal)
Qual o agente etiológico?
Isospora belli
(Leishmaniose Visceral)
Quais são os sinais e sintomas mais comuns?
náusea, calafrios, perda de peso, períodos de febre alta intermitentes, esplenomegalia e hepatomegalia
(Leishmaniose Visceral)
Diagnósticos
- esfregaço de aspirado visceral de medula óssea corado com Giemsa
- PCR
- Sorologia: teste rápido e RIFI
(Leishmaniose Visceral)
Quais as formas clínicas?
- assintomática (confirmação da infecção por teste sorológico ou molecular)
- aguda: febre alta, tosse, diarreia acentuada, altos títulos de IgM e IgG
- Oligossintomática: sintomatologia inespecífico, febre baixa, tosse, diarreia, hepatomegalia discreta
- Clássica: evolução prolongada, hepatomegalia, distensão abdominal, febre, desnutrição proteicocalórica, hiperagamaglobulinemia e hipoalbuminemia
(Leishmaniose Visceral)
Quais são as possíveis complicações da doença?
- Infecções bacterianas: otite media aguda, infecções do TU, piodermites
- Hemorragias: secundárias à plaquetopenia, epistaxe e gengivorragia, hemorragia digestiva e icterícia
(Leishmaniose Visceral)
Qual o agente etiológico?
Leishmania (L.) infantum
(Leishmaniose Visceral)
Qual o período de incubação?
2 a 6 meses
(Leishmaniose)
Quais são os diagnósticos laboratoriais de Leishmaniose Visceral?
- Exame direto: esfregaço corado com Giemsa (pesquisa de formas amastigotas)
- PCR
(Leishmaniose)
Quais são as 3 principais formas da doença?
- cutânea
- visceral
- mucocutânea
(Leishmaniose)
Medidas dirigidas à população canina (por contribuírem para o ciclo de infecção)
- Vacina canina
- Coleira impregnada com Deltametrina
- Tratamento de cães infectados
(Leishmaniose)
Outras vigilâncias
- saneamento ambiental (limpeza de quintais, terrenos, abrigos de animais domésticos)
- borrifação da área de surtos com inseticidas
(Leishmaniose)
Quais fatores estão associados à suscetibilidade de infecção
- situação sócio-econômica
- desnutrição
- moradias precárias
- alterações do sistema imunológico
- deslocamento da população e aglomerações
(Leishmaniose)
Explique o ciclo de transmissão
fêmea de flebotomíneo pica um mamífero infectado (cujo sangue contém a forma amastigota da Leishmania sp) ➝ O sangue chega no trato digestório do mosquito, onde a forma amastigota irá se diferenciar em promastigota procíclicas ➝ as promastigotas procíclicas irão sofrer divisão binária e se diferenciar em promastigotas metacíclicas ➝ Quando essa fêmea de flebotomíneo picar um humano, ela vai injetar primeiramente saliva e depois irá regurgitar, liberando as formas promastigotas metacíclicas (que estavam no aparelho de sucção do inseto) ➝ A forma promastigota metacíclica irá ser fagocitada (principalmente por macrófagos) ➝ Dentro dos macrófagos, ela irá se transformar na forma amastigota e passará por divisão binária ➝ Quando atingir um número alto de amastigotos, o macrófago irá se romper liberando essa forma na corrente sanguínea ➝ Esses amastigotas liberados irão infectar novos macrófagos ➝ O ciclo recomeça com um novo mosquito fêmea picando essa humano infectado e sugando a forma amastigota para dentro de si
(Leishmaniose)
Vigilância Entomológica
Levantamento dos flebotomíneos transmissores da área
(Leishmaniose)
Vigilância Epidemiológica
- diagnostico precoce e tratamento adequado de casos comprovados
- medidas de proteção individual (uso de mosquiteiro, selagem de portas e janelas, uso de repelentes e não se expor nos horários de atividade do vetor)
- educação em saúde
- mobilização social
(Leishmaniose)
Na Leishmaniose Visceral, quais são os órgaos mais acometidos?
- fígado
- baço
- medula óssea
(Leishmaniose)
Quais as formas evolutivas do parasita? Caracterize-as
- Amastigota: presente em células fagocitárias mononucleadas, forma intracelular arredondada, cinetoplasto e núcleo, flagelo curto e inaparente
- Promastigota: cinetoplasto em forma de bastão anterior ao núcleo, flagelo na região anterior e forma alongada (essa forma se encontra só no inseto)
(Leishmaniose)
Quais os agentes etiológicos de cada forma?
Dermotópica: braziliensis e amazonensis
Viscerotrópicas: infantum
(Leishmaniose)
Quais são os diagnósticos laboratoriais de Leishmaniose Tegumentar?
- Exame direto: esfregaço corado com Giemsa (pesquisa de formas amastigotas)
- ## Histopatológico (pesquisa de formas amastigotas)
(Leishmaniose)
Quais são os diagnósticos laboratoriais de Leishmaniose Tegumentar?
- Exame direto: esfregaço corado com Giemsa (pesquisa de formas amastigotas)
- Histopatológico (pesquisa de formas amastigotas)
- Cultura (pesquisa de formas promastigotas)
- PCR
(Leishmaniose)
Quais são os polimorfismos clínicos das formas tegumentares da doença?
- Leishmaniose cutânea
- Leishmaniose mucosa
- Leishmaniose disseminada
- Leishmaniose difusa
(Leishmaniose)
Qual o vetor da doença?
Flebotomíneos fêmeas, gênero Lutomyia
(Leishmaniose)
Qual polimorfismo clínico que se desenvolveria a partir da seguinte resposta imune:
CD4 < CD8
TH1 < TH2
Leishmaniose Cutânea Difusa
(Leishmaniose)
Qual polimorfismo clínico que se desenvolveria a partir da seguinte resposta imune:
CD4 < CD8
TH1 > TH2
Leishmaniose Cutânea Localizada
(Leishmaniose)
Qual polimorfismo clínico que se desenvolveria a partir da seguinte resposta imune:
CD4 > CD8
TH1 > TH2
Leishmaniose Mucocutânea
(Leishmaniose Tegumentar)
Quanto tempo leva o período de incubação?
2 a 3 meses
(Leishmaniose)
Resposta imunológica do L. amazonensis e L. braziliensis. Diga quais polimorfismos clínicos das formas tegumentares cada espécie causa.
- L. amazonensis: Leishmaniose Cutânea Difusa e Leishmaniose Cutânea Localizada
- L. braziliensis: Leishmaniose Cutânea Localizada e Leishmaniose Mucocutânea
(Malária)
Agentes etiológicos
- plasmodium vivax
- plasmodium falciparum
(Malária)
Ciclo biológico
- Fêmea infectada (do gênero Anopheles), vai, durante o seu repasto sanguíneo, inocular um esporozoíto na pele do indivíduo ➝ o esporozoíta irá chegar ao fígado (pela corrente sanguínea) ➝ no fígado ele vai entrar no hepatócito e vai perder o seu complexo apical ➝ quando isso acontece, ele vira um trofozoíta ➝ esse trofozoíta vai aumentar o seu citoplasma e dividir o seu núcleo ➝ vira esquizonte ➝ o esquizonte vai reorganizar o núcleo e citoplasma ➝ dá origem às células filhas (Merozoítas, que tem complexo apical)
- Merozoíta vai romper o hepatócito ➝ vai para a corrente sanguínea, onde pode começa a infectar hemácias (CICLO ERITROCÍTICO), onde irá dar origem ao gametócito masculino e feminino
(Malária)
Ciclo biológico. Quais são os dois momentos?
- Eritrocítico
- Pré-eritrocítico
(Malária)
Consequências do rompimento da barreira?
- extravasamento de plasma no parênquima, formando edema cerebral
- nas grávidas: extravasamento endotelial do vasos da placenta = problemas na gestação
(Malária)
Diagnóstico
- gota espessa com coloração Giemsa
- distensão de sangue
(Malária)
Faixa etária e apresentação clínica
- 0-2 anos (comum anemia grave, por conta da lise das hemácias)
- 2-16 anos: malária cerebral e acidose
- +16 malária cerebral, edema pulmonar, problema respiratórios e urinários
(Malária)
Fisiopatogenia do P.falciparum
- Agregação de hemácias (infectadas e não infectadas) ➝ formam trombos ➝ aumento das moléculas de adesão (ficam aderidas a capilar profundo)
➝ é por causa do trombo, que não conseguimos ver todas as formas evolutivas no sangue periférico (estão retidas nessas hemácias)
- quando a hemácia rompe ➝ eliminação de antígenos parasitados ➝ inflamação TCD8 ➝ dano à barreira endotelial
(Malária)
Formas evolutivas e suas características
- Trofozoíta
- Esquizonte
- Esporozoíta
- Merozoíta
(Malária)
Manifestações clinicas
- febre, calafrio e dor de cabeça
➝ ACESSO MALÁRICO
(Malária)
O que é o acesso malárico?
- forte sensação de frio pré-febre
- febre alta que dura em torno de 2- 6 horas
- muita sudorese
(Malária)
Perfil epidemiológico
- mortes principalmente de crianças <5 anos
➝ na África Subsaariana
➝ no Brasil principalmente na região norte
(Malária)
Quais formas evolutivas se encontram no sangue periférico para cada espécie?
P. falciparum
- trofozoítas jovens
- gametócitos com formato de banana
(hemácias poliparasitadas)
P. vivax
- todas as formas evolutivas!
(Malária)
Quais hemácias irão ser infectadas por cada espécie do P. vivax e P. falciparum ?
P. vivax: infecta somente hemácias JOVENS
P. falciparum: infecta todos os tipos de hemácias
(Malária)
Quais são os fatores relacionados ao hospedeiro que leva ele a a desenvolver uma infecção grave ?
- imunocompetência
➝ <5 anos, grávidas e pacientes com HIV/AIDS
(Malária)Tem notificação obrigatória. Verdadeiro ou falso ?
verdadeiro
(Malária)
Transmissão
- pelo mosquito (fêmea) do gênero Anopheles
➝ quando ela estiver fazendo o repaste sanguíneo
(Pediculose)
Agente etiológico
- Pediculus capitis
- Pthiurus pubis
(Pediculose)
Ciclo biológico
- O piolho adulto deposita dos os ovos (que são as lêndeas)
➝ geralmente atrás das orelhas e na nuca
➝ o que sai das lêndeas é a ninfa (que tem 3 estágios de desenvolvimento) - o piolho adulto tem meu vida de 30 dias
(Pediculose)
Diagnóstico
- Pente fino + exame físico
(Pediculose)
Profilaxia
- amarrar cabelos longos
- avisos em escolas/creches
- ???
(Pediculose)
Quais doenças são causadas pelas bactérias que o piolho transporta?
- tifo epidêmico
- febre recorrente
- febre das trincheiras
(Pediculose)
Quais são os estímulos para o piolho mudar de hospedeiro?
Odor, humidade e temperatura
(Pediculose)
Sinais clínicos
- pápulas pruriginosas
- inflamação causada pela saliva e excreções fecais do piolho
➝ piolho é vetor de bactéria, ou seja: pode levar a uma infecção bacteriana secundária
(Pediculose)
Transmissão
- contato direto
(Pediculose)
Tratamento
- catação (pente fino!!)
➝ tratamento com piretrinas só matam piolho e não as lêndeas
(Leishmaniose)
A quais fatores ambientais a propagação da doença esta relacionada?
- mudança ambiental (desmatamento, construção de barragens)
- sistemas de irrigação e urbanização
- aglomerados em centros urbanos com vegetação secundária residual
- animais domésticos e de peridomicílios
(Malária)
Prevenção e controle
- mosquiteiros impregnados com inseticidas
- borrificação domiciliar
- vacinação
➝ somente para crianças em áreas com alta ocorrência da doença causada pelo P. falciparum
(Malária)
Qual espécie você acaba tendo uma recaída depois de um tempo?
- P. vivax
➝ uma parte permanece no fígado
(Criptosporidiose - coccidiose intestinal)
O Cryptosporidium spp. pertence ao filo apicomplexa. Qual estrutura o faz se encaixar nesse filo e qual a sua importância?
O complexo apical, que é um conjunto de organelas associadas à fixação e penetração nas células intestinais do hospedeiro
(Escabiose) - Epidemiologia - Grupos de risco e locais de risco
- Crianças menores de 2 anos
- pessoas em situação de rua
- locais de aglomeração e instituições
(Isosporíase - coccidiose intestinal)
Nas fezes do indivíduo infectado são liberados os esporoblasto, que vão amadurecer externamente. Explique a maturação
O esporoblasto se divide em 2, para que no final da maturação cada oocisto maduro passe a ter 2 esporocistos contendo 4 esporozoítas em cada
(Animais Peçonhentos)
A notificação de acidente por animais peçonhentos no Brasil é compulsória?
Sim, desde 2010
(Animais Peçonhentos)
O que é ofidismo?
Doença possivelmente fatal causada por injeção de uma mistura de diferentes toxinas após picada de uma serpente
(Animais Peçonhentos)
Qual o tratamento mais eficaz?
Administração endovenosa de soro antiofídico
(Animais Peçonhentos)
Quais fatores contribuem para o maior risco de acidentes?
- comunidades mais pobres
- população rural
- crianças =
(Animais Peçonhentos)
Família Vipiridae - quais gêneros pertecem a ela ?
- Bothrops
- Crotalus
- Lachesis
(Animais Peçonhentos)
Cite características em comum das serpentes da família Viperidae
- cabeça triangular
- presença de fosseta loreal
- presas anteriores
(Animais Peçonhentos)
Qual característica ajuda na diferenciação entre os gêneros de serpentes da família Viperidae?
- as características das caudas
➝ Bothrops: cauda lisa
➝ Crotalus: presença de guizo
➝ Lachesis: cauda eriçada
(Animais Peçonhentos)
Família Elapidae - Quais as suas características?
- presas anteriores
- ausência de fosseta loreal
- olhos pequenos e preto localizados em faixa preta na cabeça
(Animais Peçonhentos)
Qual gênero está na Família Elapidae ?
Gênero Micrurus
(Animais Peçonhentos) - Acidente botrópico
Corresponde a quantos % dos acidentes e qual a taxa de letalidade?
- 90%
- taxa de letalidade de 0,3%
(Animais Peçonhentos) - Acidente botrópico
Quais são as 3 frações do veneno botrópico?
- fração proteolítica
- fração coagulante
- fração hemorrágica
(Animais Peçonhentos) - Acidente botrópico
Explique a ação da fração proteolítica do veneno + sintomas
- ação localizada
- caracterizada pela atividade de proteases, que vão digerir proteínas da área da picada
➝ vai haver liberação de substâncias pró-inflamatórias - sintoma: edema, bolhas e necrose
(Animais Peçonhentos) - Acidente botrópico
Explique a fração coagulante do veneno
- ativa fatores de coagulação sanguínea, o que acarreta no consumo de fibrinogênio ➝ consequentemente não terá formação de fibrina intravascular
➝ ou seja: vai haver redução de coagubilidade sanguínea (o tempo de coagulação irá aumentar)
(Animais Peçonhentos) - Acidente botrópico
Explique a fração hemorrágica do veneno
- presença de hemorragias que causam lesão no endotélio
➝ tem atividade de desentegrina - são potentes inibidores da agregação planetária, o que intensifica a hemorragia
(Animais Peçonhentos) - Acidente botrópico
- Quais são os graus de manifestações clínicas?
- leve, moderada e grave
(Animais Peçonhentos) - Acidente botrópico
Classifice a apresentação clínica de grau leve
- dor e edema local
- necrose devido à fracão proteolítica
- manifestação hemorrágica discreta ou ausente
(Animais Peçonhentos) - Acidente botrópico
Classifice a apresentação clínica de grau moderado
- dor intensa e edema que não se restringe ao local da picada
- necrose
- hemorragia local ou sistêmica
➝ epistaxe, gengivorragia, hematúria
(Animais Peçonhentos) - Acidente botrópico
Classifice a apresentação clínica de grau grave
- edema de progressão rápida para todo o membro acometido
- hemorragia intensa
- insuficiência renal aguda
- distúrbios cardiovasculares
(Animais Peçonhentos) - Acidente crotálico
Corresponde a quantos % dos acidentes e qual a taxa de letalidade?
- 7,7%
- 1,87% de taxa de letalidade
(Animais Peçonhentos) - Acidente crotálico
Quais são as frações do veneno crotálico ?
- fração neurotóxica
- fração miotóxica
- fração coagulante
(Animais Peçonhentos) - Acidente crotálico
Explique a fração neurotóxica
- pela crotoxina (uma neurotoxina que inibe a ação da ACh)
➝ ou seja, sem ACh há o bloqueio neuromuscular = paralisias
(Animais Peçonhentos) - Acidente crotálico
Explique a fração miotóxica
- vai haver a lesão de fibras musculares e liberação de miosinas e outras enzimas para o sangue
(Animais Peçonhentos) - Acidente crotálico
Explique a fração coagulante
- ação de componente tipo trombina, que é capaz de prolongar o tempo de coagulação
➝ ou tornar o sangue incoagulável
(Animais Peçonhentos) - Acidente crotálico
Classifice a apresentação clínica de grau leve
- sintomas neurotóxicos discretos
(Animais Peçonhentos) - Acidente crotálico
Classifice a apresentação clínica de grau moderado
- apresentações neurológicas mais intensas
➝ fáscies miastênica (aspecto de bêbado)
➝ mialgia discreta
(Animais Peçonhentos) - Acidente crotálico
Classifice a apresentação clínica de grau grave
- fáscies miastênica SEMPRE presente
- mialgia generalizada
- ptose bilateral
- oftalmoplegia e dipoplia
- insuficiência renal aguda
(Animais Peçonhentos) - Acidente laqúetico
Quais frações o veneno laquético possui ?
- fração proteolítica, hemorrágica, coagulante, neurotóxica, etc…
(Animais Peçonhentos) - Acidente laqúetico
Classifice a apresentação clínica de grau leve
- edema discreto
- ausência de manifestações neurológicas
- hemorragias discretas ou ausentes
(Animais Peçonhentos) - Acidente laqúetico
Classifice a apresentação clínica de grau moderado
- edema evidente
- manifestações hemorrágicas discretas (epistaxe, gengivorragia)
- ausência de manifestações neurológicas
(Animais Peçonhentos) - Acidente laqúetico
Classifice a apresentação clínica de grau grave
- edema intenso
- manifestações sistêmicas
➝ hemorragia franca - presença de manifestações neurológicas
➝ bradicardia, hipotensão, choque
(Animais Peçonhentos) Acidente ofídico
O que fazer caso seja picado?
- lavar o local da picada com água e sabão
- manter paciente hidratado
- manter paciente deitado
- procurar serviço médico mais próximo
- se possível, levar o animal peçonhento ou foto dele para identificação
(Animais Peçonhentos) Acidentes ofídicos
Com o que é feito o tratamento?
- soros hiperimunes heterólogos
(Animais Peçonhentos) Araneísmo
Quais são os dois gêneros envolvidos ?
- Loxoceles
- Phoneutria
(Animais Peçonhentos) - Loxoceles sp.
Nome popular da aranha e seus hábitos
- aranha marrom
- pouco agressiva (pica apenas quando espremida)
- tem hábitos noturnos
- vivem em tijolos, móveis, telhas, sapatos
(Animais Peçonhentos) - Loxoceles sp.
Qual a ação biológica da peçonha?
- dermonecrose no local da picada
➝ devido a proteínas com atividade tóxica ou enzimática
(Animais Peçonhentos) - Loxoceles sp.
Quais as apresentações clínicas e suas características
- forma cutânea
➝ dor em queimação
➝ lesões hemorrágicas focais e necrose
➝ úlcera de difícil cicatrização - forma cutâneo-visceral
➝ manifestações decorrentes da hemólise
➝ insuficiência renal aguda
(Animais Peçonhentos) - Phoneutria sp.
Nome popular e hábitos da aranha
- aranha armadeira
- hábitos noturnos
- comportamento de defesa
- habitat: locais escuros, sapatos, material de construção
(Animais Peçonhentos) - Loxoceles sp.
Ação da peçonha
- interfere no funcionamento dos canais de sódio neuronais
(Animais Peçonhentos) - Loxoceles sp.
Manifestações clínicas
- locais
- dor leve à intensa
➝ raro: hipotensão arterial, choque e edema pulmonar
(Animais Peçonhentos) - Escorpionismo
Quais os gêneros?
Tityus serrulatus
Tityus bahiensis
(Animais Peçonhentos) - Escorpionismo - Tityus serrulatus
Características gerais
- nome popular: escorpião amarelo
- causa acidentes graves
(Animais Peçonhentos) - Escorpionismo - Tityus bahiensis
- nome popular: escorpião marrom
(Animais Peçonhentos) - Escorpionismo
Ação da peçonha
- ação neurotóxica
➝ efeito nos canais de sódio
(Toxoplasmose)
Qual o agente etiológico ?
Toxoplasma gondii
(Toxoplasmose)
Pelo o que se dá a transmissão?
- Pela ingestão de oocistos (com esporozoítas dentro) ou de cistos (com bradizoítas dentro)
(Toxoplasmose)
Taquizoítas
- replicação rápida por endodiogenia (em células nucleadas)
- rompimento das células parasitadas e disseminação do parasito
➝ fase aguda
(Toxoplasmose)
Bradizoíta
- replicação lenta por endodiogenia em células epiteliais, musculares e nervosas
- formam cistos
- permanecem viáveis por anos
➝ fase crônica
(Toxoplasmose)
Aguda
- geralmente assintomática
- síndrome febril associada à síndrome adenomegálica generalizada
(Toxoplasmose)
Toxoplasmose congênita
1o trimestre: risco de transmissão baixo, morte fetal e aborto espontâneo
2o trimestre: médio risco de transmissão, Tétrade de Sabin (calcificações cerebrais, micro/macrocefalia, coriorretinite e comprometimento cognitivo)
3o trimestre: alto risco de transmissão, assintomático ou manifestações tardias pós nascimento (baixo peso, coriorretinite, icterícia, etc)
(Toxoplasmose)
Ocular
- manifestacao mais comum em pacientes com a forma congênita
➝ retinocoroidite focal, necrosante e granulomatose, com coloração branca e bordas não definidas - sintomas: dor, inflamação, lacrimejamento, diminuição da visão
(Toxoplasmose)
Manifestação clínica em imunossuprimidos
Encefalite toxoplásmica
➝ reativação decorre do desencistamento de bradizoítas seguido de disseminação hematogênica
- febre, cefaleia, ataxia, síndrome demencial
(Toxoplasmose)
Diagnóstico
Exame sorológico para pesquisa de IgM e IgG
➝ por ELISA
(Toxoplasmose)
Avidez de IgG por ensaio imunoenzimático
- Observa-se a concentração de IgG ao longo do tempo
(Toxoplasmose)