Estudos Epidemiológicos Flashcards
Erro típico do estudo ecológico
Erro ecológico ( generalizar a situação de um grupo para uma população inteira)
Estudos de coorte são ruins para estudar doenças…
Raras e de evolução longa
Quantidade de doenças analisadas por estudos de Coorte
Várias
Estudos de coorte são bons para estudar fatores de risco…
Raros
Quantidade de fatores de risco que podem ser analisados por estudos de coorte
Poucos ou só 1
Viés comum em estudos de caso-controle
Viés de memória
Quantidade de fatores de risco que podem ser analisados por estudos de caso-controle
Vários
Fase pré-clínica dos ensaios clínicos
Testes com animais
O que é avaliado na fase 1 de um ensaio clínico
A segurança da intervenção, seus efeitos colaterais e as melhores formas de administrar
O que é avaliado na fase 2 de um ensaio clínico
A “dose” certa (relação entre efeitos desejados e adversos)
O que é avaliado na fase 3 de um ensaio clínico
Se há benefício em usar essa intervenção em uma população específica (é o ensaio clínico real oficial)
O que é avaliado na fase 4 de um ensaio clínico
A segurança em grande escala (vigilância pós-comercialização)
Efeito Hawthorne
Mudanças de comportamento nos participantes da pesquisa causadas simplesmente por estarem participando de uma pesquisa
Efeito placebo
É a diferença de resultados entre participantes que receberam um tratamento real e os participantes que receberam uma intervenção placebo (inerte)
Viés de amostragem
Acontece quando as características das amostras do estudo não correspondem à realidade da população
Viés de seleção
Ocorre quando há diferenças entre os grupos comparados (ex: coloco pacientes mais graves no grupo de intervenção e depois falo que a intervenção não funcionou)
Viés de perda de seguimento
Acontece quando os participantes abandonam o estudo (ex: já melhorou da doença com a intervenção? Morreu?)
Viés de autosseleção/Viés do voluntariado
Acontece quando as pessoas que se candidatam a um estudo tem características diferentes daquelas que não se candidataram (Ex: pessoas que se candidatam a um estudo tendem a ter mais interesse em saúde e portanto, ter um maior autocuidado)
Viés de diagnóstico/Viés de Berkson/Viés de taxa de admissão
Acontece quando se usa a admissão hospitalar para encontrar os casos. O problema disso é que pacientes internados tem muito mais chance de terem tanto o fator de risco quanto a doença, o que não acontece nos pacientes que não estão internados.
Subtipos do viés de seleção
Viés de perda de seguimento, viés de autosseleção, viés de diagnóstico e viés de amostragem.
Viés de aferição
Acontece quando as variáveis são medidas de formas diferentes nos dois grupos (ex: usar um esfigmomanômetro descalibrado em um dos grupos)
Viés de memória
Ocorre pela tendência que os casos tem de já terem um motivo na cabeça que acreditam ser a causa e por isso tem uma tendência maior de se recordar de exposições
Viés de verificação
Ocorre quando só um dos grupos (geralmente os expostos) acaba fazendo o teste padrão-ouro, enquanto os outros (geralmente os não-expostos) acabam realizando o teste que não é padrão-ouro. Isso deixa margem pra algum dos não-expostos ter a doença e a mesma não ter sido diagnosticada por que o teste foi ruim.
Subtipos de viés de aferição
Viés de memória e viés de verificação
Viés de confundimento
Ocorre quando tem uma terceira variável associada a exposição e ao desfecho, mas que não participa da cadeia de eventos nessas duas variáveis (ex: IAM ser mais comum em quem toma café, mas quem toma café tem mais chance de ser fumante. Café está associado tanto a IAM quanto a tabagismo)
Viés evitado pela existência do grupo controle
Viés de intervenção
Viés evitado pelo mascaramento
Viés de aferição
Viéses evitados pela randomização
Viés de seleção e viés de confusão
Cálculo do OR
Peixinho (A x D / B x C)
Medida de associação dos estudos de caso-controle
Odds-Ratio (que pode ser de outros também)
Medida de associação dos estudos de coorte
Risco relativo (às vezes OR) - “um Corte é um risco”
Cálculo do RR
Ie / Ine
O que significa o Risco Atribuível ao Fator (RAF)
Nos expostos, quantos tiveram a doença apenas pelo fator de risco em questão
Cálculo do RAF
Ie - Ine
O que significa o Risco Atribuível Populacional (RAP)
Se não existisse o fator de risco, quantos % a menos de casos teríamos
O que significa a Redução do Risco Relativo (RRR)
Diz o quanto efetiva ou eficaz foi a intervenção (na verdade, é só outra forma de representar o RR, mas que faz mais sentido
Cálculo da RRR
1 - RR
Cálculo da Redução Absoluta do Risco (RAR)
Maior incidência - Menor incidência
Significado do Número Necessário ao Tratamento (NNT)
Quantas pessoas precisam receber a intervenção para que uma delas deixe de ter a doença
Cálculo do NNT
1 / RAR
Significado das medidas de associação serem > 1
Significa que a intervenção/exposição está associada a doença (hipótese nula rejeitada) e é fator de risco
Significado das medidas de associação serem < 1
Significa que a intervenção/exposição está associada a doença (hipótese nula rejeitada) e é fator de proteção
Significado das medidas de associação serem = 1
Significa que não há associação entre a exposição/intervenção e a doença (hipótese nula confirmada)
O que significa um estudo ser válido/acurado
Significa que tem poucos/não tem viés de confundimento
O que significa um estudo ser confiável/preciso
Significa que tem pouco erro aleatório
O que é erro tipo alfa (tipo 1)
É uma conclusão falso-positiva (dizer que tem associação quando na verdade não tem)
O que é erro tipo beta (tipo 2)
É uma conclusão falso-negativa (dizer que não tem associação quando na verdade tem sim)
Nível de evidência IA de OXFORD
Revisão sistemática de ensaios clínicos (com duplo-cego, randomizado, acompanhamento > 80% etc, senão é nível II)
Nível de evidência IB de OXFORD
Ensaio clínico (com duplo-cego, randomizado, acompanhamento > 80% etc, senão é nível II)
Nível de evidência IIA de OXFORD
Revisão sistemática de Coortes
Nível de evidência IIB de OXFORD
Coorte
Nível de evidência IIC de OXFORD
€coIIógiCo
Nível de evidência IIIA de OXFORD
Revisão sistemática de caso-controles
Nível de evidência IIIB de OXFORD
Caso-controle
Nível de evidência IV de OXFORD
Série de C4sos
Nível de evidência V de OXFORD
Opinião do especialista
Significado de sensibilidade
Porcentagem de resultados positivos nos doentes (independente de quantos saudáveis vão ter resultado postivo - FP)
Cálculo da sensibilidade
a / (a+c) OU VP / total de doentes
Significado da especifidade
Porcentagem de resultados negativos em pacientes que estão saudáveis (independente de quantos doentes vão ter resultado negativo)
Cálculo da especificidade
d / (b+d) OU VN / total de saudáveis
Significado do VPP
Chance de uma pessoa com resultado positivo realmente ter a doença
Cálculo do VPP
a / (a+b) OU VP / total de positivos
Significado do VPN
Chance de uma pessoa com resultado negativo realmente não ter a doença
Cálculo do VPN
d / (c+d) OU VN / total de negativos
Significado da acurácia
Proporção de acertos entre todos os resultados
Cálculo da acurácia
(VP + VN) / total de pessoas do estudo
Cálculo da RVP
S / (1 - E)
Cálculo da RVN
(1 - S) / E
Significado de eficácia
Capacidade que a intervenção tem de melhorar o desfecho
Sinônimo de eficácia
Validade interna
Significado de efetividade
Como a droga funciona na “VIDA real” (efetiVIDAde)
Sinônimo de efetividade
Validade externa
Significado de eficiência
Relação custo-benefício (efi$iência)
Significado do grau C da USPSTF
Contra a oferta rotineira da intervenção (individualizar)
Significado do grau D da USPSTF
Contraindica a intervenção
Significado do grau I da USPSTF
Inconclusivo (faltam estudos decentes pra dizer se há benefício ou não)