Diabetes Flashcards
No metabolismo intermediário, o período pós prandial é caracterizado como anabolismo ou catabolismo?
Anabolismo, com glicose e insulina elevadas, estimulando a produção de glicogênio, gordura e proteínas
No metabolismo intermediário, o período em jejum é caracterizado como anabolismo ou catabolismo? Quais hormônios atuam?
Catabolismo. Atuam glucagon, adrenalina, cortisol e GH estimulando a quebra de glicogênio em glicose, e a proteólise e lipólise para realizar gliconeogênese.
Quais autoanticorpos podem ser encontrados na DM1?
Anti-Ilhota (ICA), Anti-GAD, Anti-IA-2
Quais os medicamentos que podem induzir a intolerância a glicose e diabetes mellitus?
Corticoides Pentamidina Inibidores da protease Levotiroxina Agonistas beta-adrenérgicos
Quais os critérios diagnósticos de DM?
- HBA1c >=6,5% OU
- Glicemia de Jejum >=126 OU
- Glicemia de 2h pós TOTG-75 >=200 OU
(Itens 1,2 e 3 devem ser feitos em duas dosagens, ou simultâneos) - Glicemia aleatória >=200 + sintomas de hiperglicemia
Quais os critérios do estado pré-diabético?
- “Glicemia de jejum alterada”: glicemia de jejum entre 100 e 125
- “Intolerância a glicose”: glicemia 2h após o TOTG75 entre 140-199
- HBA1c entre 5,7 e 6,4%
Quais os fatores de risco para DM2?
Obesidade grave Sedentarismo Parente de 1º grau com DM2 Etnia (negros, latinos, índios) Historia de DM gestacional HAS Dislipidemia Acantose nigricans SOP
Para que paciente o rastreio é indicado?
Idade>45 anos
IMC >25 + 1 fator de risco
Crianças e adolescentes com sobrepeso + 1 fator de risco
Qual a conduta para o estado pré diabético?
Perda de peso (7% do peso corporal) Atividade física 150min/semana Consultas frequentes Exames anuais de rastreio Metformina se alto risco
Quais os alvos de glicemia e HBA1c no tratamento de DM?
HBA1c <7%
Glicemia pré prandial 80-130
Glicemia pós prandial <180
Qual a dose de insulina recomendada na DM1?
0,5 a 1 UI/kg/dia no total de todas as insulinas
Quais são as insulinas rápidas , tempo de início e duração do efeito?
- Ação ultra-rápida:
Lispro/ Aspart - início em 5min; duração 4h - Ação rápida:
Regular - início em 30min; duração 6h
Quais são as insulinas lentas, tempo de início e duração do efeito?
- Ação intermediária:
NPH - início em 2h; duração 12h - Ação lenta:
Glargina/Detemir - início em 2h; duração 24h
Como é feito o esquema de 2 aplicações com regular + NPH?
2/3 do total antes do café, sendo 70% NPH e 30% regular
1/3 do total antes do jantar, sendo 50% NPH e 50% regular
Onde está o erro quando a glicemia pré-café está muito elevada no esquema de 2 aplicações com regular + NPH?
NPH da noite
Onde está o erro quando a glicemia pré-almoço está muito elevada no esquema de 2 aplicações com regular + NPH?
Regular da manhã
Onde está o erro quando a glicemia pré-jantar está muito elevada no esquema de 2 aplicações com regular + NPH?
NPH da manhã
Onde está o erro quando a glicemia antes de dormir está muito elevada no esquema de 2 aplicações com regular + NPH?
Regular da noite
Qual o tratamento padrão ouro para insulinoterapia em DM1?
Esquema de infusão contínua com bomba de insulina
O que é o fenômeno alvorecer? Como diagnosticar e tratar?
É o aumento nas glicemias que ocorrem nas primeiras horas da manhã, entre 05h e 08h. Durante a noite, há a liberação de hormônios contra-reguladores, como adrenalina, glucagon, cortisol e GH. Estes hormônios estimulam a liberação de glicose pelo fígado e suprimem a atividade da insulina, causando aumento nas glicemias pela manhã.
COMO DIAGNOSTICAR: Glicemias normais na madrugada e altas pela manhã.
TRATAMENTO: aumentar a dose de insulina basal noturna (NPH, glargina ou detemir) ou uso se bomba de insulina.
O que é o efeito somogyi? Como diagnosticar e tratar?
É a liberação de hormônios contra-reguladores após hipoglicemia na madrugada provocando hiperglicemia de rebote pela manhã.
COMO DIAGNOSTICAR: hipoglicemias na madrugada e hiperglicemias pela manhã.
TRATAMENTO: diminuir a dose de insulina basal noturna (NPH, glargina ou detemir) e/ou fornecer mais alimentos na ceia.
Quais os benefícios, malefícios e contraindicações da metformina?
Benefícios: diminui risco cardiovascular e diminui peso
Malefícios: Risco de acidose láctica, diminui vitamina B12
Contraindicações: Insuficiência renal e hepática
Quais os benefícios, malefícios e contraindicações das glitazonas?
Benefícios: bem tolerada
Malefícios: aumento de peso, retém sal
Contraindicações: ICC e insuficiência hepática
Quais os benefícios, malefícios e contraindicações das glitazonas?
Benefícios: bem tolerada
Malefícios: aumento de peso, retém sal
Contraindicações: ICC e insuficiência hepática
Qual o mecanismo de ação das sulfonilureias? Dê exemplos
Secretagogos (aumentam secreção basal de insulina). Glicazida, glimepirida
Qual o mecanismo de ação das glinidas? Dê exemplos
Secretagogos (aumentam pico pós prandial de insulina). Repaglinida, natiglinida
Quais os malefícios dos secretagogos?
Aumento de peso e risco de hipoglicemia
Qual o mecanismo de ação da Acarbose? Quais os efeitos colaterais e contraindicações?
Age inibindo a absorção de glicose, reduzindo a glicemia pós prandial.
Efeitos colaterais: flatulências e diarreia
Contraindicações: não pode ser associado com metformina
Quais são os medicamentos incretinomiméticos?
Inibidores da DDP-4 : Gliptinas (podem em DRC)
Análogos de GLP-1: Exenatide, liraglutide (diminuem peso)
Quais são os medicamentos inibidores do SGLT2? Qual o mecanismo de ação, exemplos, benefícios e malefícios?
São as glifozinas. Agem inibindo a absorção de glicose no túbulo proximal.
Ex: Dopaglifozina, canaglifozina, empaglifozina
Benefícios: Dimunem peso e PA
Malefícios: candidíase e ITU de recorrência
Qual é o esquema terapêutico inicial de DM2 (sem doença renal ou sem critérios para insulinoterapia)?
Metformina 1,5 a 2g/dia
Qual é o esquema terapêutico de DM2 quando HBA1c>=10%?
Metformina 1,5 a 2g/dia + 2ª droga (exceto acarbose) ou Insulina basal (NPH noturna)
Qual é o esquema terapêutico de DM2 mesmo quando acrescentada 2ª droga e/ou NPH noturna e a glicemia continua alterada?
Metformina 1,5 a 2g/dia + 3ª droga
OU
Insulina plena
Quais as indicações de insulinoterapia em DM2?
Glicemia >=300 na primeira consulta, HBA1c >=10%, gravidez, estresse (internação, cirurgia, infecção), doença hepática ou renal avançada, falência terapêutica de antidiabéticos orais combinados, emagrecimento progressivo atribuído ao diabetes.
Quais os alvos lipêmicos e de PA para diabéticos?
LDL <100 (ideal <70), HDL >45 e Triglicerídeos <150
PA <140x90
Quais os critérios diagnósticos de síndrome metabólica de acordo com o NCEP-ATPIII?
Presença de 3 ou mais dos seguintes
Obesidade central: cintura>102 (homens) e >88cm (mulheres)
Hipertrigliciridemia: TG>=150
HDL baixo: HDL<40 (homens) e <50 (mulheres)
HAS: PA>=130/85 ou tratamento anti hipertensivo
Glicemia de jejum alterada: glicemia >=100 ou diagnóstico de DM
Qual o tipo de retinopatia mais comum da diabetes?
Retionopatia não proliferativa, com formação de microaneurismas, podendo levar a hemorragias intrarretinianas em chama de vela
Como é feito o rastreamento de retinopatia diabética?
DM1: após 5 anos do diagnóstico, anualmente
DM2: no momento do diagnóstico, anualmente ou semestralmente se retinopatia presente
Qual a lesão renal mais comum da nefropatia diabética?
Glomeruloesclerose focal ou difusa com a lesão de Kimmestiel-Wilson (não é patognomônico)
Qual a complicação aguda mais frequente de DM?
Hipoglicemia
Qual o distúrbio metabólico da cetoacidose diabética? Como está o anion gap?
Acidose metabólica com ânion gap aumentado as custas de corpos cetônicos
Quais os critérios diagnósticos para cetoacidose diabética?
Glicemia>250 pH<7,3 Bicarbonato<15 Cetonúria positiva Cetonemia positiva
Qual a clínica de cetoacidose diabética?
Dor abdominal, náuseas, vômitos
Hiperventilação (Kussmaul)
Hálito cetônico
Alterações de consciência
Quais os diagnósticos diferenciais de cetoacidose diabética?
Cetose de jejum
Cetoacidose alcoolica
Acidose por medicamentos (salicilatos, metformina)
Qual a conduta diante de cetoacidose diabética?
VIP: volume, insulina e potássio
Volume: SF0,9% na 1ª hora (15-20ml/kg). Se sódio baixo, manter SF0,9%. Se sódio normal ou alto, fazer SF0,45%.
Insulina: 0,1U/Kg (ataque) + 0,1U/Kg/h (contínua). Reduzir glicemia 50-75mg/dL/h.
Potássio:
Se >5, não repor K+.
Se entre 3,3 a 5,0, repor K+ 20-30mEq/L.
Se <3,3, repor K+ e adiar insulina
Quando repor HCO3 na cetoacidose diabética?
Se pH<6,9, repor com 100mEq de HCO3
Quando realizar SG5% na CAD?
Quando glicemia atingir 250
Quais os valores de pH, HCO3 e Glicemia de um paciente compensado pós CAD?
pH>7,3
HCO3 >18
Glicemia <200
Quais as complicações da CAD?
Trombose vascular
Edema cerebral
Hipocalemia grave
Mucormicose
O que é a mucormicose e como tratar?
É uma micose profunda causada por fungos Rhizopus ou Mucor que invadem o septo nasal, palato, atingindo seios cavernoso e cérebro. O tratamento é feito com anfotericina B + debridamento.
Como ocorre o estado hiperosmolar hiperglicêmico não cetótico?
Presença de hiperglicemia, sem ingesta adequada de líquidos, provocando aumento da osmolaridade intracelular. A hiperglicemia leva a diurese osmótica, ocorrendo perda de água em maior proporção que de eletrólitos. Isso acontece quando há um estado de hipovolemia persistente (mecanismo de sede ou acesso a fluidos prejudicado)
Quais os critérios diagnósticos do estado hiperosmolar hiperglicêmico não cetótico?
Glicemia >600
Osmolaridade >320
pH>7,3
HCO3>18
Qual a conduta diante do estado hiperosmolar hiperglicêmico não cetótico?
Idêntica a cetoacidose diabética.
VIP: volume, insulina e potássio
Volume: SF0,9% na 1ª hora (15-20ml/kg). Se sódio baixo, manter SF0,9%. Se sódio normal ou alto, fazer SF0,45%.
Insulina: 0,1U/Kg (ataque) + 0,1U/Kg/h (contínua). Reduzir glicemia 50-75mg/dL/h.
Potássio:
Se >5, não repor K+.
Se entre 3,3 a 5,0, repor K+ 20-30mEq/L.
Se <3,3, repor K+ e adiar insulina