Amenorreia Flashcards
Defina amenorreia primária.
Ausência de menstruação aos 13-14 anos sem caracteres sexuais secundários ou aos 15-16 anos com caracteres sexuais secundários.
Qual a causa mais frequente de amenorreia primária?
Hipogonadismo hipergonadotrófico, mais especificamente a síndrome de Turner.
O que representa o compartimento I na investigação de amenorreias?
Uterovaginal
O que representa o compartimento II na investigação de amenorreias?
Gonadal (ovariano)
O que representa o compartimento III na investigação de amenorreias?
Hipofisário.
O que representa o compartimento IV na investigação de amenorreias?
Hipotalâmico.
Síndrome de Turner: qual o cariótipo?
Cariótipo X0.
Qual o tipo de amenorreia na síndrome de Turner?
Amenorreia primária.
Quais as alterações clássicas no exame físico da síndrome de Turner?
Presença de hipertelorismo, pescoço alado, baixa estatura, infantilismo sexual.
Qual alteração encontramos nos ovários das pacientes com síndrome de Turner?
Ovários em fita.
Na síndrome de Rokitansky, qual o cariótipo e a alteração gonadal?
Cariótipo 46 XX com gônadas normais.
Qual a alteração no desenvolvimento sexual na síndrome de Mayer-Rokitansky-Kuster?
Agenesia mülleriana, com vagina em fundo cego, ausência de útero e dos 2/3 superiores da vagina, ovários e caracteres secundários normais.
Síndrome de Swyer: qual o cariótipo e a alteração gonadal?
Cariótipo XY. Presença de testículos fibrosados.
Síndrome de Swyer: qual a alteração morfológica no trato genital?
Genitália interna e externa femininas com testículos fibrosados.
Síndrome de Morris: qual o cariótipo e a alteração gonadal?
Cariótipo XY e testículos intra-abdominais (no lugar dos ovários).
Síndrome de Morris: qual a fisiopatologia?
Insensibilidade completa aos androgênios.
Síndrome de Morris: qual a alteração morfológica no trato genital?
Vagina em fundo cego, sem genitália interna e presença de testículos intra-abdominais.
Síndrome de Morris: após o diagnóstico, qual deve ser a conduta em relação aos testículos?
Orquiectomia (risco de malignização).
Síndrome de Savage: qual a fisiopatologia?
Resistência à ação das gonadotrofinas.
Deficiência de 21-hidroxilase, genitália ambígua, virilização, cariótipo feminino. Qual é a hipótese diagnóstica?
Hiperplasia adrenal congênita.
Na amenorreia primária sem caracteres sexuais secundários, qual é a primeira conduta diagnóstica?
Dosar FSH e LH.
Amenorreia primária sem caracteres sexuais secundários, com FSH e LH altos. Qual é a hipótese diagnóstica e qual é o compartimento?
Disgenesia gonadal, compartimento II (ovariano).
Após o diagnóstico de disgenesia gonadal, qual é a conduta?
Solicitar cariótipo.
Amenorreia primária sem caracteres sexuais secundários, com FSH e LH baixos. Qual é a hipótese diagnóstica e qual é o compartimento?
Amenorreia de origem central; problema na hipófise (compartimento III) ou hipotálamo (compartimento IV).
Após o diagnóstico de amenorreia de origem central (FSH e LH baixos), qual é a próxima conduta?
Fazer o teste do GnRH.
Amenorreia de origem central: o que é um teste do GnRH positivo e o que representa?
Aumento dos hormônios hipofisários (LH e FSH) após estimulação com GnRH - indica problema no hipotálamo (falta GnRH).
Amenorreia de origem central: o que é um teste do GnRH negativo e o que representa?
Não houve elevação dos hormônios hipofisários (LH e FSH) após estimulação com GnRH - indica problema na hipófise.
Amenorreia primária com caracteres sexuais secundários e vagina ausente. Quais são as hipóteses?
Anomalias müllerianas e pseudo-hermafroditismo masculino.
Após suspeita de anomalias müllerianas ou pseudo-hermafroditismo masculino, qual é a conduta?
Solicitar exames de imagem pélvicos e cariótipo.
Defina amenorreia secundária.
Ausência de menstruação por 6 meses ou 3 ciclos (há variações na literatura) em uma mulher que previamente menstruava.
Na amenorreia secundária, qual é a primeira conduta diagnóstica a ser tomada?
Excluir a hipótese de gravidez (solicitar beta-hCG).
Após excluirmos a hipótese de gravidez, qual é o próximo passo da investigação diagnóstica na amenorreia secundária?
Solicitar TSH e prolactina.
O que é um teste de progesterona positivo?
Sangramento uterino após estímulo e retirada da progesterona.
Amenorreia secundária com teste da progesterona positivo indica o quê?
Indica anovulação (falta de progesterona), níveis adequados de estrogênios endógenos para estimular a proliferação endometrial e patência do trato genital.
Amenorreia secundária com teste da progesterona positivo: qual é a principal hipótese diagnóstica?
Síndrome dos ovários policísticos.
Amenorreia secundária com teste da progesterona negativo: qual é a próxima conduta?
Teste do estrogênio e progesterona.
O que é um teste de estrogênio e progesterona positivo?
Sangramento uterino após estímulo e retirada com estrogênio e progesterona.
O que indica um teste de estrogênio e progesterona positivo após um teste da progesterona com resultado negativo?
Falta de estrogênio e patência do trato uterovaginal.
Teste de estrogênio e progesterona positivo após teste de progesterona negativo: quais são as hipóteses diagnósticas compartimentais?
Alterações nos compartimentos II, III ou IV (indica compartimento I normal).
Qual a conduta após o teste de estrogênio e progesterona positivo?
Dosar FSH para diferenciar periférico (gonadal) de central (hipotálamo ou hipófise).
Após o teste de estrogênio e progesterona positivo com FSH aumentado, quais são as principais hipóteses?
Menopausa ou falência ovariana precoce.
Após o teste de estrogênio e progesterona positivo com FSH baixo, quais são as hipóteses?
Causa central - problema no compartimento III (hipófise) ou IV (hipotálamo).
Após definir que é causa CENTRAL, qual a conduta?
Teste do GnRH.
Amenorreia secundária de causa central - GnRH POSITIVO. Qual é a hipótese?
Problema hipotalâmico - exercícios extenuantes, tumores ou síndrome de Kallmann.
Amenorreia secundária de causa central - GnRH NEGATIVO. Qual é a principal hipótese diagnóstica?
Problema hipofisário - Síndrome de Sheehan.
Na hiperprolactinemia, como devemos investigar a presença de um tumor (prolactinoma)?
Com exames de imagem da sela túrcica (RMN ou TC).
Hiperprolactinemia: qual o tratamento inicial?
Agonistas dopaminérgicos.
Quando normalmente é indicada a cirurgia no tratamento do prolactinoma?
Somente casos refratários ou com sintomas mecânicos do tumor mesmo após o uso de agonistas dopaminérgicos.
Qual o tipo de amenorreia na síndrome de Asherman?
Amenorreia secundária por sinéquias uterinas.
Quais são as alterações clínicas clássicas da síndrome de Kallmann?
Amenorreia secundária, anosmia e daltonismo.
Síndrome de Sheehan: qual a principal fisiopatologia?
Hipopanpituitarismo pós-parto por hemorragia vultuosa.
Existe associação da falência ovariana precoce com doenças auto-imunes?
Sim! Ex: LES, artrite reumatoide juvenil.
Muitas questões podem colocar como investigação inicial da amenorreia secundária apenas o FSH (e não FSH e LH). Certo ou errado?
Certo.
Já teve questão colocando como investigação inicial prolactina e FSH (e não prolactina + TSH e, depois, FSH e LH).
- [USP-RP - SP - 2017] Mulher, 35 anos, refere tonturas, náuseas, vômitos e dor abdominal há 1 mês, que pioraram há 1 semana. Há 8 anos apresenta apatia, fraqueza, sonolência diurna e depressão. Nega outras queixas. Antecedentes: G3P2A1, em amenorreia desde o último parto há 8 anos quando apresentou hemorragia vaginal com necessidade de transfusão sanguínea. Não amamentou filho. Exame físico: fala lenta e rouca, pele ressecada, edema de face e MMII, ausência de pelos pubianos e axilares, tireoide normopalpável, FC = 56 bpm; PA = 80 X 55 mmHg. Sem outras alterações. Exames laboratoriais: Hb = 9,6 g/dL; GB=7.400/mm³; Plaquetas =150.000/mm³; glicemia: 63 mg/dL; creatinina: 0,9 mg/dL; sódio: 134 mEq/L; potássio: 5,6 mEq/L. Quais alterações hormonais são compatíveis com a hipótese diagnóstica mais provável?
a) TSH = 1,3 mUI/L (VR: 0,4 - 4,5) e T4 livre = 0,5 ng/dL (VR: 0,9 - 1,8).
b) FSH = 0,1 UI/L (VR: 15 - 30) e Prolactina = 87 ng/ml (VR: <25).
c) ACTH = 56 pg/ml (VR = 10 - 40) e cortisol = 4,2 µg/dl (VR: 5 - 20).
d) LH = 37 UI/L (VR: 1,3 - 13) e estradiol <20 pg/ml (VR: <160).
a)TSH = 1,3 mUI/L (VR: 0,4 - 4,5) e T4 livre = 0,5 ng/dL (VR: 0,9 - 1,8).
- [SUPREMA - MG - 2016] Podemos caracterizar como disgenesia gonadal pura os indivíduos com as seguintes características:
a) Cariótipo 46,XX com fenótipo feminino com gônadas normais.
b) Cariótipo 46,XX ou 46,XY com fenótipo feminino e gônadas em estrias.
c) Cariótipo 47,XXY com fenótipo feminino e gônadas normais.
d) cariótipo 45X com fenótipo feminino , baixa estatura, virilização.
b) Cariótipo 46,XX ou 46,XY com fenótipo feminino e gônadas em estrias.
Disgenesia gonadal é um distúrbio do desenvolvimento gonadal (testículos ou ovários) - ou seja, precisa haver alguma alteração em gonadas.
Alternativa D errada Turner é a disgenesia gonadal mais comum, porém não é uma disgenesia gonadal pura! Pegadinha maldosa da questão. Turner é uma disgenesia gonadossomática (cariótipo 45 X0).
- [SES-GO - GO - 2016] Adolescente de 16 anos procura atendimento com amenorreia primária. Ao exame físico, verificam-se presença de caracteres sexuais secundários, com mamas e pubarca em estágio M5 de Turner, genitália externa feminina e vagina curta. A ultrassonografia mostra ausência de útero e gônadas em região pélvica. Diante desse quadro, a hipótese diagnóstica mais provavel é:
a) Síndrome de Savage.
b) Síndrome de Rokitansky.
c) Síndrome de Morris.
d) Síndrome de Potter.
b) Síndrome de Rokitansky.
Síndrome de Swyer é agenesia gonadal?
Sim! Disgenesia gonadal é um distúrbio do desenvolvimento gonadal. Na síndrome de Swyer, não temos o desenvolvimento dos ovários.
- [SES-GO - GO - 2019] Leia o caso clínico a seguir. Mulher de 32 anos, com amenorreia secundária, TSH = 4,5 mU/L; T4 livre = 2 ng/dL; FSH = 15 mUI/ml; estradiol = 40 pg/ml e prolactina = 60 ng/ml. Nessa paciente, a causa da amenorreia e seu provável tratamento são, respectivamente:
a) hiperprolactinemia - cabergolina.
b) hipotireoidismo - levotiroxina.
c) síndrome dos ovários micropolicísticos - anticoncepcional hormonal.
d) menopausa precoce - terapia hormonal.
a) hiperprolactinemia - cabergolina.