Síndrome álgica Flashcards
Como é a abordagem da dor abdominal?
Avaliação da gravidade (Anamnese, exame físico, choque?); alívio sintomático, mulher – excluir gravidez/doença pélvica; definir se é um quadro clínico ou cirúrgico
Quando o paciente apresenta dor abdominal + encefalopatia devemos pensar em que?
Intoxicação – exposição (profissão/naturalidade), metabólico – familiar, fatores precipitantes
Quando o paciente apresentar dor abdominal + febre prévia devemos pensar em que?
Infecção
Como se define a porfiria?
Distúrbio na síntese da porfirina da heme
Qual enzima se apresenta deficiente na porfiria intermitente aguda?
Hidroximetilbilano/porfobilinogenio deaminase (HMB)
Quais são os precipitantes da porfiria intermitente aguda?
Álcool, tabagismo, droga - fenobarbital e estresse
Qual a fisiopatologia da dor abdominal da porfiria intermitente aguda?
Devido a diminuição da HMB + precipitantes leva ao aumento do Ácido aminolevulínico (ALA) e Porfobilinogenio (PBG) que interagem com receptores da dor no abdome
Qual a epidemiologia da porfiria intermitente aguda?
Adulto 20-30ª
Quais as manifestações clínicas da porfiria intermitente aguda?
Dor, distensão abdominal, aumento da peristalse, hiperatividade simpática, neuropatia periférica, convulsão, distúrbio psiquiátrico
Como é feito o diagnóstico da porfiria intermitente aguda?
Dosagem de PBG urinário (inicial), ALA urinário, PBG deaminase eritrocitária e testes genéticos
Como é feito o tratamento da porfiria intermitente aguda?
Afastar precipitantes; medicações - hematina, arginato de heme; soro glicosado hipertônico (10%)
O que define o saturnismo?
Intoxicação pelo chumbo
Quais os fatores de risco do saturnismo?
Exposição: mineradoras, baterias, indústria automobilística, tintas, projéteis
Qual a manifestação do saturnismo?
Dor/ distensão abdominal, anemia, diminuição da libido/disfunção erétil, encefalopatia, amnesia, demência, distúrbio psiquiátrico, linha gengival de Burton
Como é feito o diagnostico do saturnismo?
Dosagem do chumbo sérico
Como é feito o tratamento do saturnismo?
Interromper a exposição, quelantes – dimercaprol/DMSA/EDTA
Qual a etiologia da febre tifoide?
Salmonella entérica (Sorotipo Typhi)
Quais os fatores de risco da febre tifoide?
Falta de saneamento e higiene
Qual a manifestação clínica da febre tifoide?
1-2 semana: febre + sinal de faget (bradicardia) + dor abdominal, roséolas, torpor/ 3-4 semana: melhora clínica > complicações: hemorragia digestiva (mais comum), perfuração ileal (mais grave)
Como é a transmissão da febre tifoide?
Feco-oral
Quais são os fatores de risco para o paciente se tornar portador crônico da febre tifoide?
Mulher adulta com doença biliar e infecção da bexiga por S.haematobium
Como é feite o diagnóstico da febre tifoide?
Cultura > hemocultura, coprocultura, mielocultura (mais sensível) + Corticoide (nos casos graves):dexametasona 2-3 dias
Como é feito o tratamento para febre tifoide?
MS: cefalosporina de 3ª (10-14d)/ cipro (7-10d)/Cloranfenicol (14-21d)
Como é feito o tratamento dos portadores crônicos da febre tifoide?
Cipro – 4 semanas, se persistência dos sintomas – colecistectomia
Quando é feito a vacina na febre tifoide?
Quando a pessoa vai para regiões endêmicas
Onde se localiza o apêndice?
Se localiza na FID, na confluência das tênias, aderido ao ceco
Qual a fisiopatologia da apendicite aguda?
Ocorre a obstrução da luz do apêndice devido fecálito, hiperplasia linfoide > distensão – dor periumbilical > isquemia (12-21h dps da distensão) – dor em FID
Qual a manifestação da apendicite aguda?
dor periumbilical que migra para FID; anorexia, náuseas, vômitos, febre, disuria
Quais são os sinais clássicos da apendicite aguda?
Blumberg (descompressão súbita dolorosa em McBurney); Rovsing – pressão em FIE e dor em FID; Dunphy – dor em FID que piora com tosse; Lenander – Temperatura retal > T axilar em pelo menos 1ºC
Como é feito o diagnóstico da apendicite aguda?
Clínico – quando alta probabilidade (história clássica, homem); Imagem – Probabilidade média/duvidoso (criança, idoso, mulher)/Complicação? Massa ou sintomas tardios > 48h
Qual exame de imagem pedir na apendicite aguda e o que vemos na imagem?
Criança ou gestante – USG: espessamento da parede do apêndice e aumento da vascularização; homem ou mulher não gestante – tomografia: espessamento, borramento da gordura perpendicular, abcesso, apendicolito
Qual o tratamento para apendicite aguda simples e complicada?
Simples e precoce ( <48h): apendicectomia + atb profilático; complicada ou tardio (>48): exame de imagem – não complicada: apendicectomia + atb profilático; abscesso: drenagem + atb + colonoscopia (4-6 sem) + apendicectomia tardia; fleimão: atb + colonoscopia (4-6 semanas) + apendicectomia tardia; peritonite difusa : cirurgia de urgência + atb
O que é o escore de alvarado?
Avalia se a dor abdominal pode ser apendicite através da critérios: dor que migra para FID, anorexia, náuseas/vômitos, dor a palpação em FID, descompressão + em FID, tem > 37,5º,leucocitose, desvio para esquerda
Como é a pontuação do escore de alvarado?
0-3 > diagnostico improvável: avaliar outras causas; 4-6:diagnostico provável: observação por 12h, se o escore se mantiver o mesmo indica-se cirurgia; > ou = 7 diagnostico muito provável: apendicectomia
O que define doença diverticular dos cólons?
presença de divertículos nos colóns
Qual a epidemiologia da doença diverticular dos colóns?
Ocidente, idoso - assintomáticos, aumento da pressão dos colóns
Como é formado o divertículo da diverticulose?
É falso, formado por mucosa e submucosa, entrada das artérias retais
Como é o diagnóstico da doença diverticular dos cólons?
Colonoscopia, clister opaco
Qual o local mais comum de ocorre a diverticulose?
No sigmoide
Quais são as complicações da diverticulose?
Hemorragia – colón D; diverticulite – colón E
O que ocorre na diverticulite aguda?
microperfurações que levam a formação do abscesso pericólico
Qual a manifestação na diverticulite aguda?
dor periumbilical que migra para FIE; anorexia, náuseas, vômitos, febre, disuria; quadro recorrente, há alguns dias e no paciente com mais idade
Como é feito o diagnóstico da diverticulite aguda?
Tomografia; colonoscopia – realizar 4-6 semanas para afastar CA do colorretal
Como se define a classificação de Hinchey?
I abscesso pericólico Ia: fleimão – espessamento sem a formação do abscesso Ib abcesso pericólico II abscesso pélvico III peritonite purulenta IV peritonite fecal
Como é feito o tratamento da diverticulite aguda?
Complicação:
abscesso > ou = 4 cm > drenagem + atb > colono > cirurgia eletiva (ressecção com anastomose primária)
peritonite ou obstrução > atb + cirurgia de urgência (sigmoidectomia a Hartmann)
Tipo III > lavagem laparoscópica
Não tem complicação:
Sintomas mínimos: dieta líquida + atb via oral + ambulatório
Sintomas exuberantes: dieta zero + atb IV + internação
Quando indicar cirurgia numa diverticulite não complicada?
Imunodeprimido, incapaz de excluir CA, fístula (bexiga)
Quais as causas da isquemia mesentérica aguda?
embolia (50%) – cardiopatia emboligênica (FA,IAM recente), dor abdominal desproporcional ao exame físico; vasoconstricção (20%) – isquemia não oclusiva – choque, vasoconstrictor, cocaína; trombose arterial (15%) – aterosclerose doença vascular periférica; trombose venosa (5%) hipercoagulabilidade.
Como é a manifestação da isquemia mesentérica aguda?
dor abdominal, desproporcional ao exame físico; Temperatura retal < temperatura axilar; acidose metabólica > taquipneia para compensar; irritação peritoneal é um achado + tardio
Como é feito o diagnóstico da isquemia mesentérica aguda?
laboratório – inespecífico – leucocitose, acidose, aumento do lactato; RX – achados tardios – pneumatose intestinal; angioTC – falha no enchimento de contraste (+ utilizada); Angiografia mesentérica seletiva – padrão – ouro.
Como é feito o tratamento da isquemia mesentérica?
Suporte inicial; Embolia ou trombose – heparinização, laparotomia – embolectomia/trombectomia + avaliar a viabilidade da alça, papaverina pós-operatória (evitar vasoespasmos); vasoconstricção - papaverina intra-arterial, cirurgia se: refratário, irritação peritoneal.
Qual é a causa da isquemia mesentérica crônica?
Aterosclerose
Qual a manifestação da isquemia mesentérica crônica?
Angina mesentérica – associada a alimentação “comeu e doeu”, emagrecimento, paciente com história de doença aterosclerótica
Como é feito o diagnóstico da isquemia mesentérica crônica?
Angiografia mesentérica
Qual o tratamento da isquemia mesentérica crônica?
Revascularização > cirurgia em jovens, stents em idosos ou pacientes com comorbidades
Qual a isquemia intestinal mais comum?
Colite isquêmica
Quando pensar em colite isquêmica?
Num paciente idoso com hipoperfusão
Qual a clínica da colite isquêmica?
Dor, diarreia mucossanguinolenta, febre, distensão
Como é feito o diagnostico da colite isquêmica?
Clister opaco – sinal das impressões digitais (thumbprintining), retossigmoidoscopia – mucosa inflamada
Como é feito o tratamento da colite isquêmica?
Suporte clínico
Qual a indicação de cirurgia na colite isquêmica?
Colectomia parcial ou total > peritonite, hemorragia, colite fulminante, refratário
Quais são as causas da pancreatite aguda?
biliar (mais comum), alcóolica, drogas, pós-CPRE, idiopática, escorpião (Tytius trinitati)
Como é feito o diagnostico da pancreatite aguda?
2 dos 3 critérios de Atlanta: Clínica – dor abdominal em barra, náusea, vômitos; laboratório – amilase e lipase (> 3x normal); imagem – TC (após 72-96h) > dúvida diagnóstica e quadros graves + USG (colelitíase)
Como é classificada a pancreatite aguda?
Em leve a grave a partir do escore de Ranson (> ou = 3 – grave)
Qual a função da amilase, da lipase na pancreatite aguda?
dar diagnóstico, mas não está associada a prognóstico
O que o apache II define?
Define a gravidade da pancreatite. Apache II > ou = 8 já é grave
O que ocorre na revisão dos critérios de Atlanta?
Considera a gravidade em: leve (sem falência orgânica), modernamente grave (falência orgânica transitória <48h) e grave (falência persistente > 48h)
Como é feito o tratamento da pancreatite aguda?
Leve – suporte clínico – dieta zero
Modernamente grave ou grave: CTI, reanimação volêmica (diurese 05 ml/kg/h), analgesia, antibiótico? Não faz profilaxia com atb, suporte nutricional – enteral x NPT, vias biliares? CPRE – colangite ou aumento da icterícia
Quais as complicações da pancreatite aguda?
coleção fluida aguda – CD: expectante > se infectado: punção + atb; pseudocisto pancreático – não epitelizado > 4-6 sem (aumento da amilase ou massa) – CD: EDA – sintomático ou complicação; necrose pancreática > estéril: expectante/ infectada: diagnóstico - punção + necrosectomia + atb (imipenem) *TC: gás sem nível; Won – necrose encapsulada (>4 sem)
Qual a conduta antes da alta do paciente com pancreatite aguda?
Colecistectomia > leve: mesma internação; grave: após 6 semanas
Como se caracteriza a pancreatite crônica?
Lesão irreversível
Quais são as causas da pancreatite crônica?
Alcoólica (mais comum), idiopática, genético, autoimune, metabólica
Qual a manifestação da pancreatite aguda?
dor “comeu e doeu”, Esteatorreia, déficit de secreção enzimática, Diabetes melitus, icterícia, colangite
Como é feito o diagnostico da pancreatite crônica?
Padrão-ouro: histopatológico; estruturais – TC: dilatação, calcificação e atrofia; USG: endoscópica: alterações + precoces, CPRE se intervenção endoscópica; funcionais: secretina
Como é classificada a pancreatite crônica?
Em grandes ductos e pequenos ductos
Como é feito tratamento na pancreatite crônica?
Paliativo > suspender alcoolismo e tabagismo, tratar os sintomas: Esteatorreia > reposição oral de enzimas + IBP, dieta fracionada e diminuição da gordura; DM; dor – analgesia escalonada > tratamento cirúrgico se refratário; CPRE – dilatação por calculo e estenose > descompressão cirúrgica (Partington-Rochelle – Puewstow modificado) – refratário e dilatação > 7cm; Pancreatectomia segmentar – se calculo ou ditalação única; pancreatectomia total – doença parenquimatosa sem dilatação.