PR1 Flashcards
Composição do sistema venoso periférico (MMI)
Veias superficiais, veias profundas e veias comunicantes
Veias superficiais
Safena magna e parva
Profundas
Femoral, ilíaca, poplitea e tibial
Como que ocorre o fluxo venoso periferico no MMI ?
Fluxo venoso ocorre em 2 direções: superficial para profunda e distal para proximal
Cite componentes responsáveis pela mecânica do fluxo sanguíneo venoso periferico
- Contração dos músculos da panturrilha
- Válvulas
- Fluxo arterial periferico
Função de cada mecanismo de fluxo venoso
- Contração dos músculos da panturrilha: (“sístole” que bombeia sangue)
- Válvulas: (impedem refluxo)
- Fluxo sanguíneo arterial periferico: (garante enchimento das vênulas)
Insuficiência Venosa Crônica (IVC) - defeito e efeito na circulação central
Falha no bombeamento do sangue periferico que diminui retorno venoso pro coração
Causas de insuficiência venosa crônica
Incompetência valvar, sobrecarga de pressão sobre circulação venosa e alterações na parede vascular (lesão endotelial que afeta integralidade e tônus)
Diferença entre IVC primaria e secundaria
- primária: causada por defeito no sistema de bombeamento (por alguma patologia ou característica da pessoa)
- secundaria: sistema de bombeamento funciona mas tem sobrecarga por fator externo (ex: TVP ou tumor)
Fisiopatologia da IVC
- Estase venosa nos MMI distais
- Sobrecarga pressórica nessa região
- Extravasamento de liquido intravascular, hemácia, hemossiderina, citocinas e mediadores inflamatórios
- Reação inflamatória baixa
- Aumento na produção de colágeno intersticial
Consequências do aumento na produção de colágeno intersticial
Fibrose de tecido adiposo e cutâneo
Manifestações clinicas - anamnese (IVC)
- Edema mole, bilateral, com cacifo e sem sinais flogísticos
- Congestão local gera prurido e peso nas pernas
Manifestações clinicas - exame físico
- Varizes
- Telangectasia
- Hiperpigmentação ocre
- Úlceras
Varizes e telangectasias (causa + definição)
Causa: acumulo de líquido distal
Varizes: dilatações superficiais tortuosas e podem ser dolorosas
Telangectasia: aranhas vasculares, ocorrem por sobrecarga de estrogênio
Hiperpigmentação ocre (causa + definição)
Causa: deposição de hemossiderina intersticial
Pele fica acastanhada ou vermelho-azulada
- dermatite ocre ou hiperpigmentação em bota
Úlceras venosas
Causa: desorganização na arquitetura subcutânea e inflamação
Lesão de pele com borda irregular e úmida
Fatores de risco para IVC
- +50 anos
- mulheres (pós menopausa tem fragilidade endotelial)
- genética
- ortostase mantida
- sobrecarga hormonal (estrogênio e progesterona)
- TVP (compressão intrínseca) e tumor (compressão extrínseca)
Efeito da sobrecarga de estrogênio e progesterona
- alta de estrogênio = diminui tônus vascular, vasos fragilizados
- alta de progesterona = vasodilatação venosa
Cite as complicações da IVC
- celulites
- linfedema
- trombose venosa superficial/ profunda
Celulite (definição)
- mais comum ser associada com ulceras
- infecções cutâneas por perda da função de barreira da pele contra patógenos do meio ambiente
Linfedema (causa e por que a causa ocorre)
- Ocorre por dificuldade na drenagem linfática (extravasamento de liquido e produção exacerbada de colágeno)
- pé de boneca com pele em casca de laranja
- edema mais endurecido
Porque podem ocorrer tromboses venosas como complicação de uma insuficiência venosa crônica?
Porque na IVC ocorre lesão endotelial e estase sanguínea venosa
Tratamentos para IVC
- medidas conservadoras
- escleroterapia de varizes superficiais
- bota de unna (*ulcera)
- safenectomia (*ulcera ou casos graves)
- antibiótico (*ulcera)
Definição de trombose venosa profunda
Obstrução parcial ou completa de um vaso venoso profundo por um coagulo
Causas de trombose venosa profunda
Se da pela Tríade de Virchow
- hipercoagulabilidade
- estase venosa
- lesão endotelial
Tipos de trombose venosa profunda de acordo com localização
- TVP distal: em veias tibiais e popliteas = mais comum
- TVP proximal: em veias ilíacas e femorais = mais perigoso
Como determinamos fatores de risco para TVP?
Doenças que envolvam 1 ou mais aspectos da tríade de virchow
Fatores de risco para TVP
- obesidade, gravidez e sedentarismo
- neoplasias
- doenças crônicas
- imobilizações, pacientes acamados e viagens longas
- tabagismo
- doenças de coagulação (trombofilicas)
Quais mecanismos causam a sintomatologia da TVP?
- interrupção súbita do fluxo venoso
- hipertensão venosa
- inflamação
Sintomas de TVP
- dor em pontada, subaguda e leve a moderada
- edema unilateral COM sinais flogisticos
- empastamento da panturrilha
- pode ter circulação colateral
Como podemos detectar no exame físico um possível caso de TVP?
- Sinal de Homans: dor na panturrilha após dorsiflexao do pé
- Sinal da bandeira: compara mobilidade das panturrilhas
- Sinal de Bancroft: dor ao fazer compressão póstero-anterior
- Flegmasia alba dolens (perna com pele pálida) ou cerúlea dolens (perna com pele azulada)
Exames para detectar TVP
- dosagem de D-dímero: mede produtos da degradação de um trombo mas mesmo sendo muito sensível é pouco especifico, então é mais útil quando negativo
- escore de Wells: uma serie de parâmetros que calculam um valor que diz a probabilidade de ser TVP (ex: neoplasias existentes? Aumento do volume da perna? Imobilizações?)
- Doppler venoso de MMI
Complicações do TVP
- Tromboembolismo pulmonar
- síndrome pós trombótica
Tromboembolismo Pulmonar (TEP)
- Deslocamento do trombo dos MMI para a circulação pulmonar, se alojando nessa região
- Complicação mais temida
Quando é mais comum que ocorra TEP?
Em TVPs proximais (v. femoral e ilíaca) pois os trombos são geralmente mais instáveis e maiores
Manifestações clinicas de TEP
- Taquidispneia, taquicardia e dor torácica de início súbito
- Casos mais graves: cianose, sinal de esforço respiratório e congestão periferica por sobrecarga do VD
Síndrome pós trombotica (definição e sintomas)
É uma forma de IVC
A obstrução causada pelo trombo gera estase venosa que diminui o retorno venoso
Terá os sintomas de uma IVC: edema bilateral mole, peso na perna, prurido, varizes, etc
Tratamento de TVP
- anticoagulação (primeiro heparina depois anticoagulantes orais)
- meias compressivas
- trombectomia (se for um trombo grave, proximal e grande)
- filtro de veia cava (se paciente tem alto risco para TEP ou nao pode fazer anticoagulação)
Insuficiência Arterial aguda
Oclusão aguda que interrompe abruptamente fluxo sanguíneo arterial levando a isquemia aguda
Isquemia
Redução do aporte de O2 e nutrientes pra um tecido e suas demandas
Embolia arterial e consequência
Propagação na corrente sanguínea de trombos, fragmentos de placas de ateroma, células tumorais, gases ou corpos estranhos em um local do sistema cardiovascular
Pode causar oclusão parcial ou total de uma artéria
Causas cardíacas de insuficiência arterial aguda
Mais comum: arritmias (fibrilação atrial) e lesão orovalvar (refluxo ou estenose diminui fluxo pra periferia)
Causas arteriais insuficiência arterial aguda
Aneurismas e aterosclerose (trombo da aterosclerose)
Causas venosas para insuficiência arterial aguda
Embolia paradoxal
Quadro clinico de insuficiência arterial aguda
- Palidez
- Frio
- Paralisia
- Dor
- Ausência de pulso
A dor na IAA é quando?
Em repouso
Síndrome do dedo azul
Ateroembolismo causa palidez e cianose nos pododactilos
Fenômeno de Raymond
Vasoespasmo arteriolar distal causado por frio ou estresse que deixa extremidades distais pálidas e azuladas
Primário: causado pela doença de Raymond
Secundário: causado por doenças autoimunes, doenças hematológicas…
Complicações da IAA
- fenômeno de isquemia/reperfusao: após reestabelecimento do fluxo sanguíneo, podem ocorrer alterações estruturais como necrose em células que foram irreversivelmente lesionadas, edema celular e restauração não uniforme do fluxo. Também pode causar distúrbios metabólicos como acidose metabólica e hipercalemia
- síndrome compartimental: diminuição do fluxo sanguíneo por aumento de pressao em uma região (por sangramento ou edema)
Insuficiência arterial crônica
Obstrução arterial periferica progressiva
Causas de IAC
Aterosclerose obliterante (mais comum)
Arterites
Esclerose de Monckeberg - muito rara mas ocorre deposito de cálcio na camada muscular arterial
Quadro clinico insuficiência arterial crônica
Sintoma mais característico é a CLAUDICAÇÃO INTERMITENTE
- quando paciente sente dor na perna após realizar exercício físico (subir escada, correr)
- isquemia muscular por aumento da demanda de O2 que não é suprida
- melhora no repouso
Dor na insuficiência arterial aguda e crônica
Na aguda é em repouso e na crônica alivia no repouso (claudicação intermitente)
Ao exame físico, como apresenta-se um paciente com IAC?
- Rarefacao de pelos
- Palidez ao elevar membros
- Atrofia muscular
- Pele seca, inelastica e fria
- Ausência/ diminuição de pulso
Síndrome de lerich
A obstrução ocorre na bifurcação aortoiliaca
Coarctação da aorta
Maior desenvolvimento de MMS do que MMI
Xantelasma
Depósitos de gordura amarela na pele ao redor dos olhos, geralmente nas pálpebras superiores ou inferiores
Alerta para hiperlipidemia
Xantoma
Lesões cutâneas por acúmulo de lipídios nas células da pele e tecidos subcutâneos.
Essas lesões aparecem como nódulos ou placas amareladas ou alaranjadas.
Alerta para hiperlipidemia
Sinal de Frank
Prega no lóbulo da orelha indica doença coronariana
Cite etiologias de dor torácica proveniente do sistema cardiovascular
- Angina pectoris
- Angina instável
- Infarto Agudo do Miocárdio
- Aneurisma dissecante da aorta
- Pericardite
- Estenose aortica
Cite etiologias de dor torácica proveniente do sistema respiratório
- Traqueobronquite
- Hipertensão pulmonar
- Embolismo pulmonar
- Derrame pleural
- Pneumotórax
- Pneumonia
Cite etiologias de dor torácica proveniente do sistema gastrointestinal
- Esofagite de refluxo
- Ruptura esofágica
- Espasmo esofagiano
- Síndrome de Boerhaave
Cite etiologias de dor torácica sem ser cardio, pneumo e gastro
- Síndrome de Tietze
- Osteoartrose
- Herpes zoster
- Psicogenicas
Angina pectoris
Dor por isquemia miocárdica temporária
Dor em aperto
1-3 a 10 min no máximo
Piora com exercício, frio e nervoso
Melhora com repouso e nitratos
Sinal de Levine indica__
Indica angina pectoris
Angina instável
Entre angina pectoris e IAM
Dor dura mais de 10 min e pode durar horas
NÃO TEM NECROSE DE CARDIOMIOCITOS
Infarto agudo do miocárdio
Isquemia miocárdica prolongada que leva a necrose de cardiomiocitos
Dura de 20 min a muitas horas
Melhora com opioides
Pericardite
Irritação da pleura parietal adjacente ao pericárdio
Melhora com posição genupeitoral / blechman
Aneurisma dissecante da aorta
Dor dilacerante por separação das camadas da parede da aorta
Pode dar sinais e sintomas neurológicos
Estenose aortica
Parecida com dor da angina pectoris
Recorrente
Sopro sistólico no foco aórtico
Traqueobronquite
Inflamação de traqueia e brônquios fonte
Melhora deitar pro lado acometido
Embolia pulmonar
Início súbito
Taquidispneia e diminuição de PA
Associada a TVP geralmente
Esofagite de refluxo
Inflamação do esôfago por refluxo de conteúdo ácido gástrico
Melhora com antiácidos
Espasmo esofagiano
Disfunção motora da musculatura
Piora com líquidos ou comidas frias
Melhora com nitrato
Síndrome de Boerhaave
Ruptura da junção gastroesofagica por crise de vomito ou ansia
Síndrome de Tietze
Inflamação benigna de 1 ou + cartolagem costal
Piora com compressão local
Herpes zoster
Distribuição dermatomal com exantema vesicular
Pleura visceral, parênquima e vias aéreas menores ___
Não sentem dor
Dor torácica por etiologia respiratória se da por __
Estímulo nociceptivo sobre traqueia, parede da arteria pulmonar, brônquios de maior calibre e pleura parietal
Ganho de peso, constipação, bradicardia, sonolência e cansaço aos grandes esforços sugere ___
Hipotireoidismo
Como hipotireoidismo afeta pressao?
Aumento da pressão diastólica
Insônia, perda de peso com ganho de apetite, taquicardia, sudorese e oftalmopatia sugerem ___
Hipertireoidismo
Como é a PA no hipertireoidismo?
Mais sistólica
Rosto avermelhado, redondo e estrias sugerem __
Síndrome de Cushing
Como fica a glicemia de um paciente com síndrome de Cushing?
Hiperglicemia por estimulo de glicogenolise, aumento de resistencia a insulina, diminuição da secreção de insulina, diminuição de captação de glicose muscular …
Galactorreia e alteração na libido
Hiperprolactinemia
Paciente pós operatória de tireoidectomia total com câimbra e parestesia na região perioral e na ponta dos dedos sugere ___
Hipoparatireoidismo (baixa de cálcio)
Ortopneia
Agravação da dispneia quando pessoa deita
Trepopneia com exemplos
Dispneia que aparece quando o paciente adota determinado decúbito lateral.
Derrame pleural - melhora deitar pro lado do derrame
Atelectasia - piora deitar pro lado da atelectasia
Platipneia
Dispneia acontece quando o paciente fica em pé ou sentado e alivia com o decúbito
Dispneia paroxística noturna com exemplo
sono interrompido por uma dramática sensação de falta de ar
Síndrome de congestão
Dispneia suspirosa
Inspiração profunda e esporádica no meio de uma respiração normal
Cheyne Stokes
Respiração vai ficando mais profunda e ampla para depois ir diminuindo ficando menos ampla e profunda
Ritmo de cantani com exemplo
Sem pausa respiratória com aumento da amplitude dos movimentos
Acidose metabólica
Kussmaul com exemplo
Inspirações profundas com pausas respiratórias
Cetoacidose diabética
Biot
Respiração imprevisível, irregular com amplitudes diferentes com períodos de apneia
Hemoptise
Tosse com sangue (eliminar sangue pela boca passando pela glote)
Hematemese
Vômito com sangue
Hemoptise volumosa
Quando sangue vem do sistema aórtico
Hemoptise de pequeno volume
Quando vem de ramos da arteria pulmonar (baixa pressao)
Paralisia facial por lesão periferica
Paralisia ipsilateral a lesão por lesão do nervo facial
Paralisia facial por lesão central
Paralisia contralateral a lesão
Tosse aguda
- de 3 semanas de evolução
Tosse subaguda
3-8 semanas
Tosse crônica
Mais de 8 semanas
Sinal de Chvostek
Indica hipocalcemia
Espasmo muscular após percussão do nervo facial
Sinal de Trosseau
Indica hipocalcemia
Espasmo carpopodal induzido
Desvio da traqueia no derrame pleural
Contra lateral ao derrame
Desvio da traqueia na síndrome de atelectasia
Ipsilateral a atelectasia
Parâmetro SPO2
94-100% é o normal
Parâmetros temperatura corporal
35.2-36.9 normal
37 - 37.5 febricola
37.6 - 38.5 febre moderada
38.6 - 41.5 febre alta
41.6 + hiperpirexia
35.2 - hipotermia
Parâmetros de frequência respiratória
Menos que 12 = bradipneia
12 - 20 eupneia
20 + taquipneia
Parâmetros frequência de pulso
Menos que 60 bradisfigmia
60-100 bpm normosfigmia
Mais que 100 taquisfigmia
Hipertensão arterial
PA sistólica maior ou igual a 140
Ou
PA diastólica maior ou igual a 90
Hipertensão do jaleco branco / hipertensão mascarada
Elevação da PA no consultório / diminuição da PA no consultório
Hiato auscultatorio
Silêncio entre 2 e 3 som de koraticof que leva a uma subestimação da PAS ou superestimação da PAD
Linfonodo menor ou igual a 2 cm possíveis causas
- infecções virais ou bacterianas
Linfonodo maior que 2 cm possíveis causas
- infecção do próprio gânglio (ex tuberculose)
- metástase
- linfoma
Linfonodomegalia por tuberculose
Linfonodo aumentado, amolecido, com sinais flogisticos, móvel, apresenta fistulização
Linfonodomegalia por metástase não hematológica
Linfonodo aumentado, pétreo, aderido a planos profundos, sem sinais flogisticos e podendo coalescer
Linfonodomegalia por linfoma
Linfonodo aumentados de forma generalizada, borrachudo/ elástico, móvel e sem sinais flogisticos
Linfonodomegalia por infecção bacteriana
Linfonodo elástico, móvel com sinais flogisticos e nao coalesce
Linfonodomegalia por infecção viral
Linfonodo elástico, movel, com sinais flogisticos mas menos que na bacteria que nao coalesce
Sinal de Troisier
Aumento do linfonodo de virchow que indica metástase de tumor torácico ou do abdomen superior
Lesões petequias/ equimoses X máculas
Para distinguir lesões hemorrágicas de lesões vasculares: digitopressão ou vitropressão. Lesões hemorrágicas não desaparecem, pois o sangue extravasado está contido na pele