DPOC Flashcards
DPOC:
É caracterizada por sintomas respiratórios persistentes e limitação ao fluxo aéreo devido às anormalidades das vias aéreas e/ou alveolares, em geral, causadas por exposição a partículas ou gases nocivos.
Enfisema?
O enfisema (destruição das superfície de troca gasosa dos pulmões (alvéolos) é uma termo histológico que é utilizado de forma incorreta, pois apenas descreve umas das várias anormalidades estruturais presentes em pacientes com DPOC.
Bronquite crônica?
Significa a presença de tosse e produção de escarro por pelo menos três meses ao ano durante dois anos consecutivos
Obs.: Não está presente em todos os pacientes com DPOC.
Qual o principal fator de risco ambiental para a DPOC?
Tabagismo.
Fatores individuais que favorecem o surgimento de DPOC:
Fatores genéticos (deficiência de alfa-1 antitripsina), presença de hiperresponsividade brônquica, desnutrição, infecções pulmonares recorrentes.
V/F: Apenas 20% dos tabagistas desenvolverão DPOC.
Verdadeiro.
Pacientes com enfisema predominante em bases associado à hepatopatia deve ter qual investigação?
Deficiência de alfa-1 antripsina.
Como pode ser explicado a dispneia em pacientes com DPOC?
A dispneia durante o exercício no paciente com DPOC pode ser explicada pela hiperinsuflação dinâmica.
Quadro clínico:
Nas fases iniciais, o paciente pode apresentar apenas tosse e expectoração crônicas. Com a progressão da doença, surge dispneia de caráter progressivo.
O exame físico auxilia no diagnóstico da DPOC?
Não, o exame físico raramente auxilia no diagnóstico da DPOC, apresentando baixa sensibilidade e especificidade. Os achados de limitação do fluxo geralmente estão presentes quando ocorre comprometimento significativo da função pulmonar.
V/F: Baqueteamento digital não é um sinal de DPOC.
Verdadeiro. Baqueteamento digital não é um sinal de DPOC, mas sim de alguma outra doença associada (intersticiopatia, neoplasia, abscesso…)
Qual é o dado espirométrico necessário para o diagnóstico de DPOC?
Relação VEF1/CVF < 0,7 (Pós-BD).
V/F: O volume residual (VR) frequentemente está aumentado, mesmo em casos leves.
Verdadeiro.
Qual é o achado característico da DPOC na espirometria?
Obstrução ao fluxo aéreo sem reversão com broncodilatador.
Qual o melhor parâmetro espirométrico para estimular a gravidade na DPOC?
O volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1).
Qual a finalidade do Rx de tórax e tomografia de tórax na DPOC?
Sem finalidade diagnóstica, tem como objetivo excluir outras doenças como bronquiectasias, câncer de pulmão e cardiopatias.
Principais doenças no diagnóstico diferencial?
Asma, bronquiectasia, bronquiolite, tuberculose, câncer de pulmão, insuficiência cardíaca e coronariana.
Classificação da gravidade de DPCO:
GOLD ---------- VEF1 1 -------------------> OU = 80 2 ------------------ 50 - 80 3 -------------------- 30 - 50 4 ------------------- < 30
Qual o principal exame complementar para o diagnóstico e classificação de gravidade na DPOC?
Espirometria com broncodilatador.
Relembre a classificação da dipneia mMRC:
mMRC 0 – Dipneia apenas aos exercícios extenuantes.
mMRC 1: Dispneia ao correr no plano ou em inclinações leves.
mMRC 2: Caminha mais devagar que pessoas da mesma idade ou quando anda no plano em seu próprio ritmo tem que interromper a marcha para respirar.
mMRC 3: Interrompe a marcha após cerca de 100 metros ou após andar poucos minutos no plano.
mMRC 4: Dispneia que impede a saída de casa ou vestir-se.
Pacientes com histórico de duas ou mais exacerbações no ano anterior ou uma internação por exacerbação da DPOC são considerados exacerbadores frequentes e merecem tratamento farmacológico para preveni-las. (V/F)
Verdadeiro.
Qual o principal fator de risco para exacerbação?
Exacerbação prévia.
Quais medidas potencialmente reduzem mortalidade em pacientes com DPOC?
Interrupção do tabagismo e oxigenioterapia.
Quais vacinas devem ser prescritas para portadores de DPOC?
Influenza e Pneumocócica.
Qual o objetivo do tratamento farmacológico na DPCO?
Aliviar a dispneia e reduzir o risco de exacerbações.
Quais são as classes farmacológicas que compõem o tratamento medicamentoso da DPOC?
Broncodilatadores, corticoides inalatórios (CI), roflumilaste, macrolídeos e N-acetilcisteína.
Qual é a terapia de escolha na DPOC?
Os broncodilatadores são a terapia de escolha na DPOC. Deve-se sempre optar pelos medicamentos inalatórios. São divididos em beta-2-agonistas de curta e longa duração e anticolinérgicos de curta e longa ação.
Mecanismo de ação dos beta-2-agonistas de longa duração (LABA)?
Produzem relaxamento na musculatura lisa da via aérea ao estimularem os receptores beta2 adrenérgicos. Principais representantes: formoterol e salmeterol.
O que são os ultra-LABA?
São beta-2-agonistas que podem ser administrados a cada 24 horas. Têm como representantes o indacaterol, olodaterol e vilanterol.
Quando utilizar as metilxantinas (aminofilina, teofilina e bamifilina?
Devem ser usados como última opção broncodilatadora, pois apresentam poucos benefícios clínicos e muitos efeitos colaterais.
Como utilizar os corticoides inalatórios (CI) na DPOC?
Os corticoides inalatórios nunca devem ser utilizados de forma isolada e como única forma de tratamento. Sempre utilizar em conjunto com o LABA. Eles estão indicados para os pacientes com exacerbações frequentes e/ou pacientes com história de sobreposição de asma.
Mecanismo de ação dos anticolinérgicos de longa duração (LAMA)
Produzem relaxamento na musculatura lisa da via aérea ao bloquearem os receptores muscarínicos M3. Têm como representantes o tiotrópio, umeclidícnio e o glicopirrônio.
Macrolídeo?
Macrolídeo pode ser utilizado pelo seu efeito imunomodulador, e não pelo efeito antibiótico!!!! A seleção dos pacientes dever ser criteriosa devido a seus eventos adversos, como perda auditiva, seleção e resistência bacteriana aos macrolídeos e arritmias cardíacas.
Quando devemos indicar oxigenioterapia domiciliar na DPOC?
PaO2 < ou = 55mmHg ou Sp02 < ou = 88% e entre 56 e 59 mmHg se evidências de cor pulmonale ou policitemia.