DISFUNÇÃO ERÉTIL Flashcards
Conceito de disfunção erétil?
Incapacidade de manter a ereção durante a relação sexual, nos últimos 6 meses.
Fatores determinantes para ocorrência da ereção?
São 4 fatores:
- Vascularização preservada
- Correta transmissão do estímulo nervoso
- Eixo hormonal íntegro
- Psicológico
Fatores de risco para disfunção erétil?
- Idade
- HAS, DM, tabagismo
- Doenças cardiovasculares (vasculopatias)
- Uso de antidepressivos, anti-hipertensivos, cetoconazol, drogas ilícitas.
Fisiologia da ereção?
- Estímulo (visual, tátil).
- Sinalização para centro toracolombar (T11 - L2) -> estímulo parassimpático das células endoteliais do leito pélvico.
- Liberação de NO.
- NO ativa a guanilato ciclase presente nos corpos cavernosos.
- Conversão do GTP (guanosina trifosfato) em GMPc (monofosfato de guanosina cíclico).
- GMPc promove relaxamento da musculatura lisa dos corpos cavernosos.
- Vasodilatação + compressão das veias dorsais (reduzindo retorno venoso) –> ereção.
- Fim do estímulo sexual: fosfodiesterase-5 degrada GMPc
Testosterona atua mantendo os níveis de NO estáveis dentro dos corpos cavernosos, sustentando a ereção.
Causas da disfunção erétil?
- Vasculopatias: arterioesclerose, HAS, tabagismo
- DM: pode levar uma neuropatia peniana, com perda de sensibilidade
- Lesão nervosa
- Disfunção hormonal
- Psicogênica: ansiedade, depressão
- Efeito adverso de medicamentos.
Classificação da disfunção erétil:
- Leve: perda da rigidez no decorrer do ato sexual
- Moderada: perda da rigidez logo após a penetração
- Grave: não consegue rigidez para penetração.
Principal neurotransmissor liberado na ereção normal?
Óxido nítrico
O que investigar no exame físico?
- Avaliação de pulsos –> procurar sinais de vasculopatia
- Ginecomastia, alteração na distribuição de pelos –> alteração hormonal
- Reflexo cremastérico –> avalia integridade do centro toracolombar.
O que é a Síndrome de Leriche?
Paciente apresenta:
- Disfunção erétil
- Claudicação intermitente
- Ausência de pulsos femorais
Exames auxiliares:
- Dosagem de testosterona, TSH, prolactina
- Doppler de vasos penianos
Tratamento inicial da disfunção erétil?
- Controle das comorbidades
- Tratamendo da causa base
- Mudança de hábito: perda de peso, cessar tabagismo
- Auxílio psicológico
Qual o tratamento farmacológico?
Inibidores da 5-fosfodiesterase
Indicado para aqueles que não respondem ao tratamento inicial.
Contraindicação: hipogonadismo (problema está no baixo nível hormonal), ICC, isquemia coronariana ativa, pacientes com alto risco de hipotensão (usuários de nitratos ou vários hipotensores).
OU
Injeção intracavernosa de prostagladina (TTO doloroso, com risco de priapismo)
Qual o tratamento de pacientes refratários ao tto medicamentoso e medidas iniciais?
Tratamento cirúrgico com colocação de prótese.
Urgências relacionadas à disfunção erétil?
- Priapismo
- Fratura peniana
O que é o priapismo?
- Ereção mantida > 4h, que ocorre além do estímulo sexual ou orgasmo.
- Pode não estar relacionado à excitação sexual.
Qual a conduta frente ao priapismo?
Punção e gasometria do sangue presente nos corpos cavernosos.
Classificação do priapismo:
Isquêmico ou não isquêmico
- Isquêmico (baixo fluxo): pênis rígido, doloroso, glande flácida.
- Não isquêmico (alto fluxo): pênis não está totalmente enrijecido, indolor.
Fatores de risco para priapismo isquêmico?
- Hemoglobinopatias –> anemia falciforme, talassemias.
- Uso de drogas e algumas medicações (sildenafila)
Conduta no priapismo isquêmico?
- Aspiração dos corpos cavernoso
- Injeção de alfa-agonista (adrenalina, fenilefrina)
- Falha: cirurgia –> shunts, prótese peniana (quando houver lesão irreversível em corpo cavernoso, geralmente, após 72h).
Fatores de risco do priapismo não isquêmico:
- Trauma
- Fístula arteriovenosa de corpo cavernoso
Conduta no priapismo não isquêmico:
- Conservadora –> paciente pouco sintomático –> geralmente resolução espontânea.
- Caso não ocorra resolução: arteriografica com embolização seletiva de vaso.
Quais são os achados de exame físico na fratura peniana?
- Dor importante
- Edema local
- Equimoses
- Deformidades
Outras lesões associadas à fratura do pênis:
Lesão da uretra (15 a 20%) –> hematúria
Como é feito o diagnóstico de fratura de pênis?
- História clínica: estalido durante o ato sexual acompanhado de detumescência.
- USG de pênis
- Em presença de hematúria –> uretrocistografia.
TTO da fratura de pênis:
Cirúrgico
- Rafia das lesões
- Se lesão de uretra: sondagem + rafia de uretra
Paciente com história de disfunção erétil, cefaleia, perda visual e aumento de prolactina.
- Qual a hipótese diagnóstica mais provável?
- Qual exame padrão ouro para avaliação diagnóstica?
- Adenoma de hipófise
- RNM da hipófise
Adenoma com extensão suprasselar leva à compressão do quiasma óptico –> por isso, a perda visual.