Anestesia e sistema endócrino Flashcards
O maior risco anestésico em pacientes com tireotoxicose descontrolada é a tempestade tireoidiana.
Verdadeiro
Pacientes com hipotireoidismo leve ou assintomático apresentam contraindicação absoluta à cirurgia eletiva.
Resposta: Falso
O hipotireoidismo leve ou assintomático não aumenta significativamente o risco perioperatório e não contraindica cirurgias. Apenas casos moderados a graves devem ser corrigidos antes da cirurgia.
Pacientes com feocromocitoma devem ser preparados no pré-operatório com bloqueadores alfa para reduzir instabilidade hemodinâmica intraoperatória.
Resposta: Verdadeiro
A manipulação cirúrgica de um feocromocitoma pode causar hipotensão severa que deve ser tratada com nitroprussiato ou outros vasodilatadores de ação rápida.
Resposta: Falso
A manipulação do feocromocitoma está associada a hipertensão severa, não hipotensão, e deve ser tratada com nitroprussiato ou outros vasodilatadores de ação rápida.
Pacientes com acromegalia podem apresentar dificuldade imprevisível na intubação traqueal.
Resposta: Verdadeiro
O uso de corticosteroides por mais de 3 semanas no último ano pode levar à supressão adrenal, exigindo suplementação perioperatória.
Resposta: Verdadeiro
O controle glicêmico muito rigoroso no período perioperatório reduz o risco de complicações hipoglicêmicas em pacientes diabéticos.
Resposta: Falso
O controle glicêmico rigoroso pode aumentar o risco de hipoglicemia sem reduzir de forma clara as complicações associadas à hiperglicemia.
A principal preocupação perioperatória em pacientes diabéticos é o controle da glicemia, independentemente de doenças coexistentes.
Resposta: Falso
Em pacientes diabéticos, o maior risco está associado a doenças coexistentes, especialmente a doença coronariana, que pode aumentar a morbimortalidade perioperatória.
O teste de supressão com 1 mg de dexametasona é utilizado para o diagnóstico da síndrome de Cushing.
Resposta: Verdadeiro
Esse teste avalia se há produção autônoma de cortisol; pacientes com síndrome de Cushing geralmente não suprimem o cortisol após a administração de dexametasona.
A adrenalina é a catecolamina mais frequentemente liberada em pacientes com feocromocitoma.
Resposta: Falso
A norepinefrina, e não a adrenalina, é a catecolamina mais frequentemente liberada nos feocromocitomas.
A produção de hormônio tireoidiano é iniciada pela captação ativa e concentração de iodeto na glândula tireoide.
Resposta: Verdadeiro
A tiroglobulina é responsável por regular a liberação de TSH na hipófise.
Resposta: Falso
A tiroglobulina armazena T3 e T4 na forma de coloide, enquanto a liberação de TSH é regulada pelo hormônio liberador de tireotropina produzido no hipotálamo.
Resposta: Falso
A tiroglobulina armazena T3 e T4 na forma de coloide, enquanto a liberação de TSH é regulada pelo hormônio liberador de tireotropina produzido no hipotálamo.
Resposta: Falso O excesso de iodeto, na verdade, inibe a síntese e secreção de hormônios tireoidianos.
A glândula tireoide é a única responsável pela secreção diária de T4 no organismo, liberando de 80 a 100 μg por dia.
Resposta: Verdadeiro
O hormônio T4 possui uma meia-vida circulante de aproximadamente 7 dias.
Resposta: Verdadeiro
Aproximadamente 80% do T3 é produzido pela desiodação extratireoidiana do T4, enquanto 20% é produzido pela secreção direta da tireoide.
Resposta: Verdadeiro
A meia-vida do T3 é de aproximadamente 7 dias.
Resposta: Falso
A meia-vida do T3 é de 24 a 30 horas, sendo significativamente mais curta do que a do T4.
O T4 pode ser metabolizado em T3, que é biologicamente ativo, ou em T3 reverso (rT3), que é inativo.
Resposta: Verdadeiro
Menos de 0,1% dos hormônios tireoidianos circulam livres e não ligados a proteínas.
Resposta: Verdadeiro
Os hormônios tireoidianos diminuem o número de receptores β-adrenérgicos no coração, reduzindo a resposta simpática.
Resposta: Falso
Os hormônios tireoidianos aumentam o número de receptores β-adrenérgicos no coração, amplificando a resposta simpática e aumentando a contratilidade cardíaca.
O objetivo mais importante no manejo do paciente hipertireoideo é torná-lo eutireoideo antes da cirurgia, se possível.
Resposta: Verdadeiro
O propiltiouracil e o metimazol são derivados da tiouréia que inibem a organificação do iodeto e a síntese de hormônios tireoidianos, mas não afetam a conversão periférica de T4 em T3.
Resposta: Falso
O propiltiouracil, além de inibir a organificação do iodeto, também diminui a conversão periférica de T4 em T3.
O iodeto inorgânico reduz a vascularidade da glândula hiperplásica e pode ser usado na preparação para cirurgias tireoidianas de emergência.
Resposta: Verdadeiro
O iodeto inorgânico, pelo efeito Wolff-Chaikoff, reduz a vascularidade da glândula, facilitando cirurgias emergenciais.
Os antagonistas β-adrenérgicos atenuam as manifestações de atividade simpática excessiva, mas não inibem a síntese de hormônios tireoidianos.
Resposta: Verdadeiro
O propranolol reduz a conversão periférica de T4 em T3 em um período de 1 a 2 semanas.
Resposta: Verdadeiro
O uso de β-bloqueadores em combinação com iodeto de potássio é eficaz para reduzir os sintomas cardiovasculares e os níveis circulantes de T4 e T3 antes da cirurgia.
Resposta: Verdadeiro
A preparação pré-operatória de pacientes hipertireoideos geralmente requer menos de 48 horas.
Falso
O preparo pré-operatório costuma levar de 7 a 14 dias para atingir o controle ideal da tireotoxicose.
Os β-bloqueadores são eficazes na prevenção de tempestade tireoidiana.
: Falso
Embora ajudem a controlar os sintomas, os β-bloqueadores não previnem a tempestade tireoidiana, que requer tratamento adicional, como o uso de glicocorticoides.
Glucocorticoides, como a dexametasona, são utilizados no manejo da tireotoxicose grave porque reduzem a secreção de hormônios tireoidianos e a conversão periférica de T4 em T3.
Resposta: Verdadeiro
A insuficiência cardíaca causada por fibrilação atrial paroxística em hipertireoidismo pode melhorar com o controle da frequência ventricular, mas a disfunção ventricular esquerda associada pode não ser corrigida com β-bloqueadores.
Resposta: Verdadeiro
A terapia com iodo radioativo é um tratamento eficaz para pacientes com tireotoxicose, mas é contraindicada durante a gravidez.
Verdadeiro
A hipotensão que ocorre durante a cirurgia de pacientes hipertireoideos deve ser tratada com vasopressores diretos, evitando medicações que estimulem a liberação de catecolaminas.
Verdadeiro
O uso de cetamina para indução anestésica é seguro em pacientes hipertireoideos clinicamente eutireoideos.
Falso
Mesmo em pacientes eutireoideos, a cetamina deve ser evitada, pois pode aumentar a atividade simpática.
A incidência de miastenia gravis é maior em pacientes hipertireoideos, exigindo redução da dose inicial de relaxantes musculares e uso de um monitor de estímulo para titulação.
Verdadeiro
A associação entre hipertireoidismo e miastenia gravis requer ajustes na dose de relaxantes musculares e monitoramento cuidadoso para evitar bloqueio excessivo.
A exigência da concentração alveolar mínima (MAC) para anestesia é aumentada em pacientes com hipertireoidismo.
Falso
O hipertireoidismo não afeta os requisitos de MAC, pois o metabolismo dos agentes anestésicos não é alterado diretamente pela condição.
A tempestade tireoidiana é uma complicação potencialmente fatal do hipertireoidismo, frequentemente desencadeada por estresse cirúrgico ou doenças não tireoidianas.
Verdadeiro
A manipulação mecânica da glândula tireoide durante a cirurgia é a principal causa da tempestade tireoidiana.
Falso
A tempestade tireoidiana não é causada diretamente pela manipulação mecânica, mas sim pelo estresse cirúrgico em pacientes hipertireoideos descontrolados.
As manifestações da tempestade tireoidiana incluem hipertermia, taquicardia, arritmias, isquemia miocárdica e confusão mental.
Verdadeiro
Os níveis de T4 livre estão frequentemente elevados na tempestade tireoidiana, mas não há teste laboratorial específico para diagnosticar a condição.
Verdadeiro
O propiltiouracil é usado no manejo da tempestade tireoidiana porque inibe a síntese de hormônios tireoidianos e a conversão periférica de T4 em T3.
: Verdadeiro
O tratamento da tempestade tireoidiana inclui apenas o uso de medicamentos antitireoidianos, sem necessidade de medidas de suporte.
Falso
Além de medicamentos antitireoidianos, o tratamento inclui reposição de volume, controle de febre e monitoramento hemodinâmico.
O propranolol ou o esmolol são usados no manejo da tempestade tireoidiana para controlar sinais hiperadrenérgicos como taquicardia.
Verdadeiro
Cobertores de resfriamento e acetaminofeno podem ser usados no manejo da hipertermia associada à tempestade tireoidiana.
Verdadeiro
A hidrocortisona é usada no tratamento da tempestade tireoidiana para reduzir a conversão periférica de T4 em T3 e ajudar no suporte adrenocortical.
Verdadeiro
A tempestade tireoidiana pode ser confundida com outras condições, como feocromocitoma, anestesia superficial e hipertermia maligna.
Verdadeiro