1º teste Flashcards
Paradigma
conjunto de crenças, valores, teorias, regras, técnicas, linguagens comuns, partilhadas pelos membros da comunidade científica. Determina, o “que” e “como” se deve investigar. Implica, compromisso com um quadro teórico/metodológico e partilha de experiências
Quais as características que diferenciam o Conhecimento Científico do Senso Comum
Objetivo – descreve a realidade como é ou como pode ser entendida (em determinadas circunstâncias)
Empírico – baseado na experiência/fenómenos/factos
Racional – assente na razão/lógica ao invés da intuição/imaginação
Replicável – possibilidade de replicar os mesmos resultados, sob as mesmas condições, em diferentes locais/experimentadores/pesquisadores
Sistemático – organizado, ordenado, consistente nos seus elementos, formando um todo coerente
Metódico – obtido através de procedimentos, estratégias fiáveis e métodos
Comunicável – claro e preciso nos significados, reconhecido/aceite pela comunidade científica
Analítico – vai além das aparências, entra na complexidade/globalidade dos fenómenos (entender as causas/processos)
Cumulativo e evolutivo – ensaia-se, constrói-se e estrutura-se a partir de conhecimentos anteriores
Quais as Tipologias de Estudos e os seus objetivos
Descritivo - identificar padrões, tendências e características importantes, fornecendo uma base sólida para os outros tipos de estudos
Correlacional - identificar associações entre variáveis em ambientes naturais e onde ñ é ético/prático a manipulação de variáveis
Experimental - identificar relações de causa e efeito de forma mais direta
Etapas de um projeto de investigação
- Delimitação ou definição do problema;
- Recolha da literatura (e consulta de especialistas na área temática);
- Formulação da(s) hipótese(s) de investigação;
- Definição do plano/procedimentos
- Recolha dos dados
- Análise/Discussão dos resultados
- Apresentação/divulgação dos resultados obtidos
Define Hipótese
É uma proposição testável, que pode vir a ser a solução do problema (uma antecipação do resultado)
Quais os tipos de hipóteses
Indutiva - surgem da observação e da reflexão da realidade, da continuidade e descontinuidade dos fenómenos
Dedutiva - extrapolação de uma situação, a comprovação/dedução das teorias existentes/consolidadas em novos contextos
Define He, H0 e Ha
He (empírica) - é a afirmação que é testada
H0 (nula) - é a suposição de que a relação se deve ao acaso (negação da relação, quando os dados ñ são explícitos o suficiente)
Ha - negação da relação devido ao acaso, novo porquê da relação
Quais os erros inferenciais na recusa/aceitação de H0
Erro do Tipo I - falso positivo - deveria ser aceite e é rejeitada
Erro do Tipo II - falso negativo - deveria ser rejeitada mas é aceite
Quais os níveis de significância para recusa de H0
0,05 (5%); 0,01 (1%); 0,1 (10%)
Quais os testes para recusa de H0
Teste unicaudal, unilateral ou unidirecional - a H0 é formulada para testar se um critério é maior/menor que um valor específico, em apenas uma direção (mais sensível a víeis) – útil quando temos uma razão teórica para apenas uma direção
Teste bicaudal - para testar se um critério é diferente de um valor específico, sem direção específica – útil quando não temos uma razão teórica para apenas uma direção
Quais os estatutos das variáveis
Independente - Características que o investigador manipula deliberadamente numa tentativa de conhecer o seu impacto
Dependente - Medem o fenómeno que se estuda , são influenciadas pelas mudanças na VI
Mediadora - explica/mede a relação entre a VI e a VD, ou melhor, ajuda a explicar o mecanismo pelo qual a VI influência a VD
Moderadora - impacto instável, nem sempre está presente, parecido
Exógenas - exteriores à investigação e que influenciam os resultados
Como controlar as Variáveis Exógenas
Identificação: Reconhecer, ponderar, individualizar efeitos;
Eliminação: Sendo possível, eliminar;
Constância: Manter as condições de um experimento ou de uma avaliação constantes quando a VE não se pode eliminar;
Balanceamento das condições: Partição equitativa da variável pelas condições;
Contrabalanceamento dos sujeitos pelas condições: Todos passam pelas mesmas condições sequenciando a ordem (A-B-C; B-C-A; C-A-B);
Aleatorização dos grupos de sujeitos: Preencher os sujeitos nas várias condições ao acaso;
Define os 4 tipos de variáveis (mensurabilidade)
Nominais - definem classes e categorias independentes de forma a que cada individuo só possa pertencer a uma categoria
Ordinais - possui catetorias/valores que indicam a posição relativa/graduam, tendo uma posição hierárquica
Intervalares - possui uma escala de media que atende a certos critérios, que permite a determinação de diferenças entre os valores
Proporcionais - muito similares às intervalares, mas com um 0 absoluto e criam proporcionalidades/razão entre os itens
Estatísticas descritivas
medidas de tendencia central - média, mediana, moda
medidas de dispersão - dp, amplitude e variância
medidas de forma - assimetria e curtose
Estatísticas inferenciais
testagem de hipóteses e intervalos de confiança
Quais alguns dos diferentes instrumentos
Entrevistas
Grupo focal (reunião de um grupo de pessoas para discutir um tópico específico em profundidade, facilitado por um moderador)
Analise documental (coleta e análise de documentos escritos, arquivos, registros ou qualquer outra forma de material escrito ou visual)
Questionário (check list; events-record; escalas de avaliação)
Potenciais erros nas escalas de avaliação
Efeito halo - criação de uma imagem de ti a partir das 1º respostas que condicionam as respostas seguintes
Erro tendência central
Desabilidade social - uma tendência presente nos sujeitos para atribuírem a si próprios atitudes ou comportamentos com valores socialmente desejáveis
Enviesamentos na cotação - severidade e leniência
Métodos de Análise Qualitativa para a validação de instrumentos
Reflexão Falada
Acordo de Juizes - verificam a confiabilidade e validade das interpretações dos dados e comparam-se as opiniões dos diferentes juizes (80% mínimo de acordo)
Métodos de Análise Quantitativa para a validação de instrumentos
Índice de dificuldade (p) – indica a dificuldade média de uma questão do teste
Índice de dispersão (variância) – avalia o quão dispersas estão as respostas dos candidatos para uma questão específica → deteta ambiguidade se as respostas forem muito dispersas
Índice de discriminação (D)/ *Validade interna do item/ poder discriminativo
Grau em que o item diferencia os sujeitos no mesmo sentido do teste global (ou seja, do traço possuído) – alto ou baixo desempenho no teste global
Validade externa do item
Grau em que o resultado do item se diferencia/correlaciona com o desempenho/descrição do sujeito em outras variáveis
Define Sensibilidade
é uma forma de apreciação das características métricas dos resultados que mede a capacidade do instrumento de diferenciar os sujeitos entre si de acordo com reais características do construto
Define Fiabilidade/precisão
é uma forma de apreciação das características métricas dos resultados que mede o grau de confiança da info. obtida (homogeneidade dos itens)
Define Validade
é uma forma de apreciação das características métricas dos resultados que mede o grau em que os resultados de um teste estão realmente a medir o que pretendem
Como se pode medir a Sensibilidade
Colocação da média e mediana no intervalo ou leque de resultados possíveis - quanto mais próximas dos extremos tiverem melhor
Valores do desvio-padrão, intervalo interquartílico – quanto mais alto maior a variabilidade dos resultados
Assimetria e curtose dos resultados – assimetria perto de 0 e curtose moderada
Existência de participantes 2 ou 3 DPs acima e abaixo da média – participantes mais distribuídos
Distribuição por classes
Define Assimetria e Curtose
Assimetria - mede a falta de simetria da distribuição dos dados (positiva – indica que a cauda da distribuição se estende mais para a direita; negativa – para a esquerda) 0 = simetria (entre -0,5 e 0,5) vai de -1 a 1
Curtose - mede a forma da distribuição dos dados e avalia a concentração na região central, e o “peso” dos extremos (positiva/alta – caudas pesadas – há mais valores extremos que o esperado pela distribuição normal – valor maior que 3; negativa/baixa – há menos valores extremos e o pico é achatado – valor menor que 3) – valores entre 2 a 4 considerados normais na distribuição
Como se pode medir a Fiabilidade
podemos medir o sentido da estabilidade através de…
Teste-reteste (o mesmo teste é administrado 2 vezes aos mesmos participantes e a correlação entre os resultados é calculada – quanto mais alto mais estável é o instrumento)
Teste-reteste com versão paralela (similar, mas são administrados 2 testes paralelos, que medem o mesmo, mas de forma diferente – reduz a familiaridade)
podemos medir o sentido da equivalência através de…
Bipartição (estimar a consistência interna do instrumento, como um questionário, este é dividido em 2 e a a correlação das pontuações é calculada, quanto mais alto mais equivalentes são as 2 partes)
Coeficiente Spearman-Brown de correção (ajusta a confiabilidade de um teste ao adicionar/remover itens)
podemos medir o sentido da consistência interna através de…
Alfa de Cronbach (calcula a consistência interna de um conjunto de itens de um teste, avalia o grau em que os itens estão correlacionados entre si) – mais alto → maior consistência interna – acima de 0,7
Ômega de McDonald (similar, mas oferece uma alternativa à interpretação)
Acordo de juizes
Como se pode medir a Validade
podemos medir o conteúdo através da…
Representatividade – se os itens representam adequadamente o conteúdo do construto
Coerência – consistência/lógica dos itens para com o construto
através da tabela de especificações (relaciona as dimensões a serem avaliadas com os itens, através da relevância/representatividade/ponderação, etc…)
podemos medir a validade empírica ou de critério
- comparação dos resultados dp teste com critérios externos relevantes
o Significado e relevância
o Correlação / diferença de grupos no critério externo
o Método temporal de cálculo: preditiva (predição de resultados futuros) e concorrente (correlação com os resultados atuais)
o Critérios externos de validação: diversidade e escolha
podemos medir a validade interna ou de construto através da análise fatorial
Para que servem os parâmetros de interpretação dos scores
porque têm papel crucial na garantia da qualidade e utilidade dos resultados do teste, permitindo uma compreensão clara, comparável e informada do desempenho dos indivíduos avaliados.
Quais os tipos de teste para os parâmetros
… Testes referenciados a normas (NRT)
conversões lineares dos resultados (notas de QI e notas Z e T)
escalas retangulares – apresentam os resultados do teste em uma escala contínua
escalas sigmáticas (normalizadas) - resultados são interpretados pela sua posição na distribuição segundo os valores da média e dos DP’s
… Testes referenciados a critério (CRT)
definição do critério – baseiam-se em uma definição clara do critério ou padrão que os participantes devem atender
fixação do nível de mestria ou cut-off-score – um cut-off-score, é estabelecido como ponto de referência para distinguir quem atende ou não ao critério